Bolsas devem apresentar alta nesta quinta-feira

As bolsas ensaiam recuperação nesta quinta-feira, sentindo os reflexos dos anúncios feitos ontem por bancos centrais, onde eles reforçaram o apoio a políticas monetárias agressivas. Com isso, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em campo positivo.

Enquanto isso, as bolsas asiáticas fecharam a sessão desta quinta-feira em alta, com avanço expressivo dos índices acionários de Japão e China, em meio à sequência de indicadores econômicos norte-americanos mais positivos e com a confirmação do novo presidente do Banco Central japonês.

Com isso, a Bolsa de Tóquio terminou suas operações em alta de 2,71%, impulsionada pela esperança de que os Estados Unidos e o Japão apliquem políticas monetárias favoráveis. No fechamento, o índice Nikkei 225 dos principais valores subiu 305,39 pontos, a 11.559,36 pontos.

No mesmo sentido, a maior parte das bolsas europeias opera em terreno positivo nesta manhã. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 0,39%, aos 3.705 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,76%, aos 7.734 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,44% aos 6.352 pontos.

Entre as informações da agenda europeia, a taxa de desemprego do ambiente alemão manteve-se estável no mês de fevereiro, aos 6,9%, mesmo número apresentado em janeiro, segundo informações divulgadas hoje pela Agência Federal do Trabalho da Alemanha.

Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI,na sigla em inglês) dos 17 países que compõem a zona do euro recuou 1,0% em janeiro na comparação com o mês anterior. O resultado veio em linha com o esperado por analistas. As informações preliminares foram divulgadas hoje, 28, pelo Eurostat, agência de estatísticas da região.

Contudo, o ritmo da inflação se manteve na Espanha em fevereiro, em 2,8%, o mesmo valor de janeiro, segundo números provisórios publicados nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Do lado corporativo, o banco espanhol nacionalizado Bankia, salvo da quebra depois de ter recebido uma ajuda europeia de € 18 bilhões em dezembro, anunciou nesta quinta-feira, 28, perdas históricas de € 19,193 bilhões em 2012 e de € 21,238 bilhões para todo o grupo BFA-Bankia.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam a divulgação dos pedidos iniciais de auxílio desemprego (semanal) e a preliminar do Produto Interno Bruto (PIB - 4° tri/12).

Por aqui, o Ibovespa deverá apresentar queda, refletindo os resultados dos balanços de empresas domésticas.

Abrindo a agenda de indicadores internos, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getúlio Vargas recuou 2,7% entre janeiro e fevereiro de 2013, na série com ajuste sazonal, ao passar de 125,5 para 122,1 pontos, o menor nível desde outubro passado (121,5).

Entretanto, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas manteve-se praticamente estável pelo segundo mês consecutivo entre janeiro e fevereiro, ao passar de 106,5 para 106,6 pontos.

E finalizando as informações locais, em janeiro de 2013, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a evolução dos preços de produtos 'na porta de fábrica', sem impostos e fretes, de 23 setores das indústrias de transformação, variou -0,04% em comparação com o mês anterior, resultado inferior ao alcançado em dezembro (0,41%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por fim, o mercado cambial opera novamente sem sentido único, com destaque para moedas asiáticas ganhando valor em relação ao dólar norte-americano.