Situação política na Itália deixa investidores cautelosos

A reversão de expectativa em relação à eleição na Itália trouxe antigos temores ao mercado e bolsas operam em queda. Por aqui, o Ibovespa recua influenciado pelo noticiário europeu.

Sentindo os reflexos da instabilidade política na Europa, os índices asiáticos recuaram fortemente nesta terça-feira. Com isso, a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira, 26, com queda de 2,26%. O índice Nikkei 225 perdeu 263,71 pontos, a 11.398,81 unidades.

Dessa forma, a perspectiva de instabilidade política na terceira maior economia da Área do Euro renova a percepção de risco dos mercados internacionais, impondo queda nas bolsas europeias, de modo mais intenso nos mercados acionários de Espanha e Itália, onde os juros dos títulos de dívida pública voltaram a subir.

Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 2,16%, aos 3.640 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 1,66%, aos 7.643 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava baixa de 1,20% aos 6.279 pontos.

Os inesperados resultados das eleições legislativas na Itália ameaçam a governabilidade do país, com um Parlamento sem maioria definida e dependente do irreverente líder anti-sistema Bepe Grillo. A coalizão de esquerda, liderada por Pier Luigi Bersani, obteve 29,55% de votos, contra 29,18% para a aliança de direita do ex-premier Silvio Berlusconi, mas devido à legislação eleitoral italiana, o ganhador ficará com 340 das 630 cadeiras da Câmara de Deputados, segundo o ministério do Interior.Diante deste cenário, o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, estimulou nesta terça-feira, a Itália a formar rapidamente um governo estável para prosseguir com a política de reformas do país, "no interesse de toda Europa".Em Wall Street as bolsas operam em campo positivo. Mas, investidores seguem atentos ao discurso de Ben Bernanke. Há pouco, o índice Dow Jones ganhava 0,56% aos 13.861 pontos; o S&P 500 valorizava 0,09% a 1.489 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 0,16% aos 3.121 pontos. 

Por lá, foi divulgado que o Índice de preços dos imóveis residenciais subiu 0,6% no mês de dezembro em relação ao mesmo período do mês anterior, de acordo com informações apuradas pela Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA, sigla em inglês).

No mesmo sentido, o índice de vendas de imóveis novos nos Estados Unidos apresentou avanços em janeiro, se comparado a dezembro, segundo o Departamento do Comércio do país. O número total ajustado somou 437 mil unidades.

Entretanto, o índice de confiança do consumidor americano, que é medido pela Universidade de Michigan e pela Reuters, subiu de 58,4 pontos ao fim de janeiro para 69,6 em fevereiro. O resultado ficou acima da previsão de analistas que esperavam uma projeção de 61,0 pontos.

Por aqui, o Ibovespa recua em linha com o mercado europeu. Há pouco, a bolsa brasileira caía 0,60%.

E abrindo a agenda de indicadores internos, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou pelo quinto mês consecutivo entre janeiro e fevereiro, ao passar de 117,9 para  116,2 pontos, o menor desde janeiro de 2012 (106,0 pontos).        Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, foi estimada em 5,4%, a menor para o mês de janeiro desde o início da série (março de 2002), 0,8 ponto percentual acima do resultado apurado em dezembro (4,6%).

Do lado corporativo, empresas ligadas ao setor de seguros ganham destaque. As receitas totais da Porto Seguro  cresceram 18% no quarto trimestre de 2012 (4T12) e 14% em 2012, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,80%.                    Já o dólar opera com ganhos de 0,10%. Há pouco, o dólar era vendido a R$ 1,978.