Dólar sobe com resultado das eleições na Itália

O dólar comercial opera com ganhos de 0,30% nas primeiras ofertas do dia, após eleições na Itália. A moeda norte-americana era cotada a R$ 1,980 na compra e R$ 1,982 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o resultado das eleições na Itália mostra um equilíbrio entre a liderança pró-austeridade, defendido pelo partido de centro esquerda de Bersani, e a liderança do centro direita, lideradas por Berlusconi. Esse resultado de equilíbrio de forças no senado inviabiliza a continuidade das reformas de austeridade na Itália e provavelmente poderá levar a novas eleições no país. O efeito nos mercados foi de maior aversão ao risco, fazendo com que o dólar se fortalecesse frente às demais moedas. Hoje vemos ainda uma aversão forte nos mercados Europeus e Asiáticos, que não haviam absorvido o choque completo durante os resultados parciais de ontem. O euro por outro lado corrige parte da queda, subindo 0,22% a US$ 1,3091 (anteriormente negociada em torno de US$ 1,32). 

Os inesperados resultados das eleições legislativas na Itália ameaçam a governabilidade do país, com um Parlamento sem maioria definida e dependente do irreverente líder anti-sistema Bepe Grillo. A coalizão de esquerda, liderada por Pier Luigi Bersani, obteve 29,55% de votos, contra 29,18% para a aliança de direita do ex-premier Silvio Berlusconi, mas devido à legislação eleitoral italiana, o ganhador ficará com 340 das 630 cadeiras da Câmara de Deputados, segundo o ministério do Interior.    

Diante deste cenário, o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, estimulou nesta terça-feira, a Itália a formar rapidamente um governo estável para prosseguir com a política de reformas do país, "no interesse de toda Europa".

Em Wall Street, investidores aguardam a divulgação dos dados referentes ao mercado imobiliário do país.

Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou pelo quinto mês consecutivo entre janeiro e fevereiro, ao passar de 117,9 para  116,2 pontos, o menor desde janeiro de 2012 (106,0 pontos).    

Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, foi estimada em 5,4%, a menor para o mês de janeiro desde o início da série (março de 2002), 0,8 ponto percentual acima do resultado apurado em dezembro (4,6%).