Custo de vida do paulistano sobe 0,96% em janeiro, revela Fecomercio

O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) continua apresentando alta e, em janeiro, cresceu 0,96%, segundo o indicador Custo de Vida por Classe Social (CVCS) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em 12 meses, a variação de preços atingiu 5,69%, mostrando ritmo de aceleração desde setembro de 2012.

A inflação tem incidido de forma mais contundente sobre as faixas de renda mais baixas. Se na média a inflação geral de janeiro foi de 0,96%, para as Classes D e E foi superior a 1,2%. O mesmo fenômeno ocorre no acumulado em 12 meses, com o aumento custo de vida para a Classe D (6,60%) e Classe E (6,77%). O cenário é explicado, em grande medida, pela elevação dos preços em itens de alimentação, transporte e gastos pessoais (nestes incluídos manicure, serviços bancários, itens de recreação e fumo).

No mês, a inflação do varejo foi de 1,29% - pressionada principalmente pelos preços dos alimentos -, superando a de serviços, que registrou 0,60%. Em 12 meses, os aumentos do varejo acumularam 5,21%, enquanto a de serviços foi de 6,2%.

Para a FecomercioSP, a quinta alta da taxa de inflação consecutiva mostra forte resistência inflacionária. Um dos motivos se deve ao elevado grau de indexação, principalmente salarial, ainda existente no País. E quanto mais alto for o custo de vida, maiores serão as pressões para que se criem novos mecanismos de reposição salarial. Na opinião da Federação, as recentes pressões nos preços devem ser recebidas pelas autoridades com muita cautela e seriedade.