Balanços e eleições na Itália devem influenciar pregão

Sem uma agenda de destaque, as principais bolsas de valores mundiais devem oscilar entre ganhos e perdas com investidores avaliando balanços corporativos e eleições na Itália. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em alta.

No mesmo sentido, as bolsas asiáticas encerraram o primeiro pregão da semana em alta, com ganhos expressivos na bolsa japonesa, motivados pela expectativa de que o próximo presidente do Banco Central do país adote estímulos monetários em larga escala. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de segunda-feira em alta de 2,43%. O índice Nikkei 225 ganhou 276,58 pontos, a 11.662,52 unidades.

Enquanto isso, na Europa, as bolsas operam em terreno positivo, com destaque para avanço na bolsa da Alemanha. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 1,72%, aos 3.770 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 2,38%, aos 7.844 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 1,39% aos 6.379 pontos.

No Velho Continente, informações sobre os resultados preliminares das eleições parlamentares na Itália ganham ênfase. Os italianos começaram a votar nesta segunda-feira às 7h00 (3H00 de Brasília) no segundo dia das eleições legislativas, com a esquerda como favorita, mas que podem resultar em um Parlamento sem maioria estável. A votação termina às 15H00 (11H00 de Brasília) e os resultados serão anunciados durante a noite.

Quatro coalizões principais - a de centro do atual primeiro-ministro, Mario Monti, a de direita do ex-premier Silvio Berlusconi, a de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani e o movimento contrário ao sistema dirigido pelo humorista Beppe Grillo - disputam as eleições legislativas marcadas pela grave crise econômica que afeta a Itália.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam a divulgação do Índice de atividade Fed Chicago de janeiro e a publicação do Índice de atividade do Fed Dallas de fevereiro.

Por aqui, o Ibovespa deverá seguir em linha com o cenário externo.

Abrindo  a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, desacelerou e ficou em 0,52% na terceira prévia de fevereiro, ante 0,83% registrados na semana anterior.

Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), referente à semana de 22 de fevereiro de 2013, apresentou variação de 0,26%, 0,29 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Por fim, no mercado de câmbio, as principais moedas devem apresentar valorização em relação ao dólar.