Dólar sobe após atuação do Banco Central

O dólar comercial opera com ganhos de 0,20% nas primeiras ofertas do dia depois que o Banco Central (BC) realizou um leilão para vender contrato de swaps cambial reverso. A moeda norte-americana era cotada a R$ 1,960 na compra e R$ 1,962 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o anúncio do novo presidente do Banco Central Japonês, faz com que os investidores do país embolsem os ganhos da aposta de desvalorização do Iene. Possivelmente o estímulo monetário será menor do que o antecipado pelos mercados, justificando o fortalecimento do Iene nesta manhã. Na Europa o o pronunciamento do Banco Central Europeu, dizendo que o Câmbio é somente uma das variáveis a serem monitoradas para avaliar o quadro de inflação, reduz as chances da instituição atuar sobre o Euro para reduzir sua cotação. Na percepção da instituição o Euro está alinhado aos fundamentos no atual patamar. 

Hoje pela manhã o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fala em Moscou que o governo não deixará o Real se apreciar demais. Porém afirma que a atuação do Banco Central é direcionada para suavizar a volatilidade da moeda e não para limitar patamares para a cotação. Ontem vimos o mercado testar o Dólar, com o Dólar negociado abaixo de R$ 1,97. Nesta manhã vemos o Euro a US$ 1,3325 (-0,29%). Hoje nos Estados Unidos são divulgados os dados de índice Empire State,Produção Industrial e Confiança da U. Michigan. Os sinais de melhora nos EUA podem melhorar a percepção de risco global, porém os investidores devem monitorar as primeiras discussões sobre a reunião do G20.

Entre os dados da agenda europeia, as vendas no varejo britânico recuaram 0,6% em janeiro se comparadas ao resultado imediatamente anterior, segundo informações divulgadas pelo ONS, o Escritório de Estatísticas Nacional. O resultado veio abaixo por analistas que era uma queda de 0,4% e também do resultado do mês anterior quando registrou 0,3%.    

Em Wall Street, investidores aguardam a divulgação do Índice Empire Manufacturing de dezembro e a publicação da produção industrial de janeiro.    

Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) variou 0,29%, em fevereiro, um recuo em relação à taxa apurada no mês de janeiro quando registrou 0,42%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).    

Além disso, a inadimplência do consumidor inicia o ano com queda. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor abriu o ano com queda de 1,5% em janeiro de 2013, na comparação com o mês imediatamente anterior, representando o terceiro recuo mensal consecutivo.