Confiança da Indústria permanece estável em janeiro

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas manteve-se praticamente estável entre dezembro e janeiro ao passar de 106,4 para 106,5 pontos, o maior nível desde junho de 2011 (107,1 pontos), segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A estabilidade resulta do ligeiro aumento do Índice da Situação Atual (ISA) e do leve recuo do Índice de Expectativas (IE). O ISA avançou 0,3%, alcançando 106,8 pontos, nível superior ao da média histórica recente. O IE atingiu 106,1 pontos, com variação de -0,1%. Apesar da estabilidade no mês, o ICI manteve-se pelo quinto mês consecutivo acima da média histórica. Analisado em conjunto com a ampliação do uso da capacidade instalada em janeiro, o resultado sugere aceleração do crescimento do setor industrial na virada de ano.

O quesito nível de demanda foi o que mais contribuiu para o  aumento do ISA, com alta de 1,1% em relação a dezembro. O indicador atingiu 105,8 pontos, o maior patamar desde julho de 2011 (107,8). A parcela de empresas que avaliam o nível de demanda atual como forte aumentou de 14,7% para 16,4%, enquanto a proporção das que o consideram fraco passou de 10,1% para 10,6%.

O quesito produção prevista foi determinante no comportamento do IE. Após destacar-se positivamente na edição anterior, o indicador recuou 2,3% em janeiro, para 132,2 pontos, mantendo-se, contudo, em patamar superior à média histórica recente (127,0). A proporção de empresas esperando menor produção aumentou de 4,1% para 8,4%, enquanto a parcela das que preveem maior produção, passou de 39,4% para 40,6%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) avançou 0,3 p.p. em janeiro, ao passar para 84,4%, o maior desde fevereiro de 2011 (84,5%).