Dólar recua nas primeiras ofertas do dia

O dólar comercial opera com perdas de 0,05% nas primeiras ofertas do dia com investidores atentos aos movimentos do Banco Central no Brasil. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,035 na compra e R$ 2,037 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, os dados do setor manufatureiro Chinês e Europeu mostram uma quadro mais forte do que o mercado projetava. A manufatura chinesa mostra expansão mais forte, enquanto que o ritmo de contração na Europa se mostra mais fraco, principalmente na Alemanha. No Japão, as autoridades se mostraram confiantes de que a nova meta de inflação seria atingida ainda este ano, o que poderia reativar a economia japonesa. 

Os mercados não reagem aos dados mais positivos, com títulos de 10 anos em leve alta e commodities em leve queda. A ata do Copom de hoje indica deterioração no cenário base, com preços mais aquecidos e atividade mais fraca. O BC acredita na convergência de preços em 2014, impulsionado por uma reativação da oferta, ajustes na posição fiscal expansionista e reajuste de preços de energia. Neste sentido, a informação de que a redução na tarifa das famílias será maior, 18% de acordo com o governo, favorece a estratégia do BC. O impacto no dólar é de enfraquecimento, porém modesto. Os investidores aguardam por sinais concretos de reativação da atividade para voltar a alocar no Brasil. O Euro nesta manhã é negociado a US$1,3334 (+0,12%).

No gigante asiático, a prévia do índice PMI chegou a 51,9 pontos em janeiro, superando a marca de dezembro e alcançando o maior patamar dos últimos dois anos.

Já no Velho Continente, foi divulgado que a prévia do índice PMI composto da Área do Euro subiu de 47,2 pontos para 48,2 pontos na passagem de dezembro para janeiro, marcando o terceiro mês seguido de alta e chegando à maior alta em dez meses.

Por outro lado, o PMI da indústria de transformação acelerou de 46,1 para 47,5 pontos, atingindo o mesmo nível de maio de 2012. O PMI de serviços registrou avanço de 47,8 para 48,3 pontos.

Em Wall Street, investidores aguardam a divulgação dos pedidos iniciais de auxílio - desemprego da semana e a publicação do índice PMI Markit da indústria de transformação de janeiro - preliminar.

Por lá, a Apple anunciou ontem, 23, que obteve durante o primeiro trimestre fiscal, encerrado em 29 de dezembro, um lucro líquido de US$ 13,08 bilhões, resultado abaixo do esperado por analistas do mercado. A empresa vendeu no período cerca de 47,8 milhões de iPhones, um aumento de 23% nas vendas quando comparado com o mesmo período do ano anterior.    

Além disso, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos, controlada pela oposição republicana, autorizou o Governo Federal exceder o teto da dívida pública até maio.    

Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou pelo quarto mês consecutivo ao passar de 118,7 pontos, em dezembro para 117,9 pontos em janeiro.