Confiança do consumidor paulistano cai em janeiro

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do município de São Paulo passou de 161,8 pontos, em dezembro, para 160,6 em janeiro, registrando uma queda de 0,8%, numa escala que varia de 0 (pessimismo total) a 200 (máximo de otimismo). O ICC é medido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e é composto pelo Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA) e pelo Índice de Expectativa ao Consumidor (IEC).

A principal influência sobre a queda do índice em janeiro foi a insatisfação dos consumidores em relação às condições econômicas atuais, cujo indicador caiu 2,5%, frente ao mês de dezembro.Por outro lado, no que diz respeito às expectativas dos consumidores paulistanos, houve um avanço no otimismo, representado por uma alta de 0,4% em janeiro, em comparação com o mês passado.

Para a FecomercioSP, em termos gerais, a ligeira redução do ICC está dentro do que era esperado para o índice de janeiro. É razoável imaginar que o consumidor, diante de um panorama econômico menos favorável, principalmente em relação ao nível elevado de endividamento, ajuste suas percepções em relação ao momento. A partir disso, ele acaba incorporando perspectivas ligeiramente mais otimistas nos meses seguintes.

No resultado apurado pelo ICEA, destaca-se a assimetria verificada nas diferentes classes de renda da pesquisa. Enquanto o grupo de consumidores com renda superior a 10 salários mínimos mostrou queda de 7,7%, passando para 151,9 pontos, aqueles abaixo desse patamar registraram estabilidade, permanecendo com 158,1 pontos. Em relação à percepção futura do consumidor, medida pelo IEC, o destaque fica por conta da dicotomia entre gêneros: enquanto o público feminino registrou alta de 2,6%, com 163,5 pontos, o masculino apurou queda de 1,8%, assinalando 163,6 pontos.