Bolsas não devem definir tendência nesta terça-feira

As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar movimentos diversos em dia de importantes divulgações nos Estados Unidos e reunião dos ministros de finanças na Europa. Além disso, números apresentados no Japão deixam investidores cautelosos. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em queda.

Enquanto isso, na Ásia, as bolsas encerraram as negociações de hoje sem direção definida, com os índices acionários do Japão e da China registrando queda.  A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,35%. O índice Nikkei dos principais valores cedeu 37,81 pontos, a 10.709,93 pontos.

Por lá, o Banco Central do Japão (BoJ) manteve a taxa de juros inalterada entre 0 e 0,1%, e anunciou a adoção de uma meta de inflação de 2%, além disso, decidiu ampliar a política de afrouxamento monetário, em linha com o que o governo japonês já vinha sinalizando, especialmente depois de comentários feitos pelo primeiro ministro Shinzo Abe. “Dentro das expectativas, portanto, o BoJ introduziu formalmente a meta de estabilidade de preços, com seu objetivo passando de 1% para 2%, em decisão obtida por 7 votos favoráveis e 2 contra”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

No ambiente europeu, os índices operam em campo negativo em dia de reunião sobre a recapitalização bancária na Europa. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,28%, aos 3.752 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,25%, aos 7.729 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, operava estável aos 6.181 pontos.

Na agenda europeia, destaque para o Índice ZEW de sentimento econômico alemão que acelerou em janeiro. O índice ZEW sobre as expectativas de evolução da conjuntura alemã atingiu os 31,5 pontos no primeiro mês do ano, passando dos 6,9 registrados em dezembro, segundo revelou hoje, 22, o Instituto de pesquisas Zentrum für Europaische Wirtschaftsforschung (Zew), que mede a confiança na economia alemã entre os analistas financeiros e investidores institucionais. No mesmo sentido, o índice ZEW sobre as expectativas de evolução da conjuntura da Zona do Euro atingiu os 31,2 pontos em janeiro.

Contudo, a Espanha provavelmente não cumprirá sua meta de déficit fixada para 2012, de 6,3%, afirmou um relatório da Comissão Europeia (CE) divulgado nesta terça-feira. Além disso, o país captou € 2,785 bilhões a curto prazo com uma taxa de juros em forte queda em relação ao mês de dezembro, em um mercado tranquilo desde o início do ano.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em queda. Mas, investidores aguardam a divulgação do índice de atividade do Fed de Chicago e a publicação das vendas de imóveis existentes de dezembro.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o ambiente externo.

Abrindo a agenda de indicadores econômicos, na prévia de janeiro de 2013, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) ficou relativamente estável ao passar para 106,6 pontos, uma variação de apenas 0,2% em relação ao resultado final de dezembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o ICI alcançaria o maior patamar desde junho de 2011 (107,1 pontos), mantendo-se acima da média histórica recente.

Para Barros, as principais moedas devem operar em leve apreciação frente ao dólar, inclusive a moeda japonesa, que ganha valor após o Banco central indicar que o maior alívio monetário deve ocorrer apenas a partir de 2014.