Bolsas sobem influenciadas por dados positivos nos EUA

Dados econômicos divulgados nos Estados Unidos animam investidores e as principais bolsas de valores mundiais operam em campo positivo. Por aqui, o Ibovespa, sobe puxado por EUA.

Enquanto isso, na Ásia, as principais bolsas fecharam o pregão em níveis próximos ao fechamento anterior. A Bolsa de Tóquio fechou a sessão em leve alta de 0,09%, ao término de um dia irregular que seguiu as flutuações do iene. No fechamento, o Nikkei dos 225 principais valores registrou um aumento de 9,20 pontos, a 10.609,64 pontos.

Já na Europa, os mercados acionários operam em alta também influenciados por EUA. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 0,96%, aos 3.743 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,79%, aos 7.751 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,38% aos 6.127 pontos.

No Velho Continente, foi divulgado que a Espanha emitiu € 4,505 bilhões em dívida. O Tesouro espanhol colocou nesta quinta-feira, 17, € 4,505 bilhões (cerca de US$ 6,014 bilhões) em dívida pública a médio e longo prazo, voltando a se beneficiar de taxas em forte baixa, segundo dados do Banco da Espanha. Confirmando a distensão dos mercados, a Espanha emitiu 2,409,28 bilhões em bônus a três anos com uma taxa de 2,713%, contra os 3,358% da emissão anterior comparável, realizada em 13 de dezembro.

Em Wall Street, bolsas sobem com dados locais. Minutos atrás, o índice Dow Jones ganhava 0,27% aos 13.547 pontos; o S&P 500 tinha valorização de 0,26% a 1.476 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 0,37% aos 3.129 pontos.

No front corporativo, a Airbus ganha destaque. A construtora aeronáutica europeia Airbus perdeu para a Boeing seu posto de líder mundial do setor em 2012, mas superou seus objetivos com a entrega recorde de 588 aeronaves (534 em 2011) e a venda de 833 aviões contra os 650 previstos, anunciou nesta quinta-feira seu presidente, Fabrice Grégier. Para 2013, a Airbus espera 700 pedidos brutos e mais de 600 entregas. Também acredita que realizará o primeiro voo de seu avião de longa distância A350 "no fim de junho, início de julho”.

Do lado econômico foi divulgado que os pedidos de seguro desemprego recuaram. Os pedidos iniciais de auxílio desemprego diminuíram em 37 mil na semana encerrada em 12 de janeiro. O número total de pedidos caiu para 335 mil, segundo os dados ajustados sazonalmente, divulgados hoje pelo Departamento do Trabalho. O número veio abaixo das expectativas dos analistas que esperavam 365 mil solicitações totais.

Além disso, os números de construção de novas casas no ambiente estadunidense animaram os investidores. Por lá, as construções de novas casas registraram avanços de 12,1% para 954 mil unidades no mês de dezembro, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos.

Por aqui, o Ibovespa, sobe diante de investidores animados com os números apresentados nos EUA. Há pouco, a bolsa brasileira, subia 0,78%.

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a manutenção da taxa Selic em 7,25% ao ano. De acordo com Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, a decisão de manutenção da Selic por um período suficientemente prolongado como estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação teve como base a percepção de balanço de riscos para a inflação, que apresentou piora no curto prazo, a recuperação da atividade doméstica menos intensa do que o esperado e a complexidade que ainda envolve o ambiente internacional.

E abrindo a agenda de indicadores econômicos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou avanços e ficou em 0,96% na segunda prévia de janeiro, ante 0,86% registrados na semana anterior.    Em sentido oposto, o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) variou 0,42%, em janeiro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Vale lembrar que a taxa apurada em dezembro foi de 0,63%. Em janeiro de 2012, a variação foi de 0,08%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 7,79%.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2015, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,79%.    Já o dólar opera com perdas de 0,15%. Há pouco, o dólar era vendido a R$ 2,040.