Mercados operam de lado com dados mistos vindos da Ásia

Mercados mundiais tendem a operar com viés de alta nesta sexta-feira, guiados pelas divulgações econômicas vindas da China, que apresentou uma balança comercial favorável esta semana, e também pelos estímulos anunciados no Japão. 

“Enquanto a bolsa japonesa se empolgou com o pacote de estimulo dado pelo governo, a bolsa chinesa não pega a mesma carona e prefere se preocupar com os índices de inflação mais altos. As bolsas europeias ainda operam com variações”, indicou o relatório da Lerosa Investimentos. 

Na Ásia as bolsas finalizaram o pregão sem direção única, mesmo com o pacote de estímulos anunciados no Japão, após a divulgação do aumento da inflação na China. Diante disso, o índice Nikkei 225 dos principais valores registrou uma alta de 148,93 pontos, a 10.801,57 pontos, um nível inédito desde fevereiro de 2011, antes da catástrofe de Fukushima.

Hoje foi anunciado um plano de reativação econômica de 20 trilhões de ienes (US$ 229 bilhões) no Japão, estímulo para tirar o país da crise. O pacote prevê 10,3 trilhões de ienes em gastos públicos para aumentar a infraestrutura, combater a inflação e injetar liquidez na economia. 

Já o índice de preços ao consumidor (IPC) chinês registrou alta de 2,5% em dezembro de 2012 , na comparação com o mesmo período de 2011. Em novembro o índice havia subido 2%. 

No Velho Continente os mercados operam de lado, com uma agenda fraca na região. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,30%, aos 3.691 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,02%, aos 7.710 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,09% aos 6.106 pontos.

Em Wall Street os investidores aguardam a abertura das bolsas e as divulgações econômicas do dia. 

Por aqui, a tendência é de que o Ibovespa opere em baixa. “No ambiente interno, permanece a combinação de baixo crescimento com pressão inflacionária. É a pior conjugação possível para os investimentos de risco, uma vez que limita a atuação do BC em dar mais flexibilização monetária. Sem chance de cair juros, o que resta ao BC é esperar a inflação realmente cair fortemente, ou esperar com que a economia consiga reagir por conta própria. A velocidade dessa reação é pífia sob o ponto de vista industrial e de investimentos. Mercado deve ter abertura negativa, se ajustando à queda das commodities no mercado internacional”, analisou o relatório da Lerosa Investimentos.