Dólar recua em meio a dados positivos na China

O dólar comercial opera com queda de 0,10%, nas primeiras ofertas do dia diante de dados positivos apresentados na China. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,035 na compra e R$ 2,037 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a reunião de ontem sobre a situação energética brasileira mostrou que o governo está bastante decidido sobre o corte de 20% na conta de luz. A sinalização é que mesmo se houver um aumento no preço da energia, provocado pela utilização das termoelétricas, o governo garantirá a redução do preço, absorvendo os custos adicionais. 

Com isso afasta-se o temor de que essa medida reduziria o efeito sobre o consumo futuro das famílias, e por tanto sobre o crescimento. Por outro lado, o temor de que o nível de investimentos não aumentará o suficiente, com um cenário mais incerto, permanece no foco dos investidores. O país precisa retomar o ritmo de crescimento para novamente atrair os investimentos externos. 

No exterior, temos um aumento na exposição ao risco, com os títulos europeus ganhando força e as treasuries americanas enfraquecendo. Commodites estão em alta, com o resultado mais favorável das contas externas na China. A abertura mostra o Euro negociado a 1,3097 (+0,25%). A agenda do dia mostrou o IPCA em elevação de 0,79%, acima das projeções de 0,74%, terminando 2012 em 5,84% (acima da projeção de 5,79%). Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) divulga sua decisão de juros, sendo esperada uma sinalização de melhora futura dos fundamentos Europeus. Nos Estados Unidos é divulgado os estoques no atacado.

Enquanto isso, exibindo sinais mais fortes da demanda externa, o desempenho das exportações chinesas surpreenderam positivamente em dezembro, crescendo 14,1% na comparação com o mesmo mês de 2011, ante alta de 5% esperada pelo mercado e avançando em relação à expansão registrada em novembro (2,9%). As importações, na mesma direção, mostraram elevação de 6%, acima do esperado (3,5%) e do verificado no mês anterior, quando tinham ficado estáveis. Com isso, o saldo da balança comercial chegou a 31,6 bilhões em dezembro, encerrando 2012 com superávit de US$ 231 bilhões, com ganho ante 2011 (US$ 158 bilhões).

Sem uma agenda de destaque no Velho Continente, os investidores devem ficar atentos ao discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que deverá revelar se terá mais cortes nas taxas de juros em depósitos.      

Em Wall Street, investidores devem acompanhar a divulgação dos pedidos iniciais de auxilio desemprego semanal e a publicação dos Estoques do atacado de novembro.    

Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou avanços e ficou em 0,86% na primeira prévia de janeiro, ante 0,78% registrados na semana anterior.    

Indo de encontro ao indicador anterior, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, subiu 0,79% em dezembro, ficando acima da taxa de novembro (0,60%) em 0,19 ponto percentual. Diante deste cenário, o número apresentado é o maior IPCA mensal desde março de 2011, quando atingiu a mesma taxa de 0,79%, e o maior índice dos meses de dezembro desde 2004, quando a taxa foi de 0,86%. Com isto, o ano de 2012 fechou em 5,84%, abaixo dos 6,50% relativos ao ano anterior. Em dezembro de 2011 a taxa havia ficado em 0,50%.