Índice de atividade de negócios sobe em dezembro

A produção e o volume de novos negócios do setor brasileiro de serviços cresceram em dezembro. As taxas de crescimento foram sólidas, com o volume de entrada de novos trabalhos aumentando pelo quarto mês consecutivo. O volume de pedidos em atraso caiu, embora ligeiramente, em sintonia com os níveis mais altos de funcionários. Paralelamente, foi indicado um grau de otimismo, mas o nível de  confiança diminuiu atingindo um recorde de baixa de três meses.

O número básico, Índice de Atividade de Negócios se baseia em uma única pergunta, que pede aos entrevistados da pesquisa que nos informem sobre a mudança real na atividade comercial em suas empresas, comparada com um mês atrás. As leituras acima de 50.0 indicam uma expansão e as abaixo de 50.0 apontam uma contração. Depois de ajustado para variações sazonais, o índice registrou 53.5 em dezembro, valor acima do de 52.5 observado em novembro. Isto indicou que a atividade de negócios se expandiu solidamente e pela taxa mais rápida em oito meses.

O total de novos negócios também se expandiu por uma taxa sólida. As evidências sugeriram que o volume de entrada de novos trabalhos cresceu em sintonia com a demanda mais forte, e com a aquisição de equipamentos novos. O crescimento no volume de novos negócios tem sido mantido por quatro meses consecutivos.

O número de funcionários dos provedores de serviços no Brasil aumentou pelo quarto mês consecutivo. Quase 6% das empresas monitoradas relataram níveis mais elevados de pessoal, mas a grande maioria (92%) indicou uma ausência de mudanças. Portanto, o ritmo de criação de empregos foi, de um modo geral, modesto apenas e mais lento do que o registrado em novembro. Os entrevistados mencionaram que as forças de trabalho foram aumentadas para atender às necessidades de negócios.

Os pedidos em atraso diminuíram pelo segundo mês consecutivo, embora ligeiramente apenas. Todos os seis setores monitorados registraram quedas no volume de trabalhos em processamento (mas ainda não concluídos), com o ritmo de redução sendo o mais rápido na categoria de Aluguéis e na de Atividade de Negócios.

Os preços de insumos no setor brasileiro de serviços cresceram em dezembro, como tem acontecido desde o início da pesquisa em março de 2007. A taxa de inflação foi sólida e a mais rápida desde julho. Cerca de 8% dos entrevistados relataram custos mais elevados, mas 92% indicaram uma ausência de mudanças em relação ao mês anterior.

Parte da carga de inflação de custos foi repassada aos clientes, com as taxas crescendo mais uma vez. Mas, com 4% dos entrevistados indicando aumentos nos preços de venda, e a grande maioria (96%) relatando uma ausência de mudanças, o ritmo de inflação foi, de um modo geral, ligeiro apenas, e basicamente igual ao observado em novembro. Os preços dos produtos têm aumentado em cada um dos últimos trinta e sete meses.

Em dezembro, foi indicado um sentimento positivo no setor brasileiro de serviços. As empresas monitoradas preveem, de um modo geral, uma expansão do volume da atividade nos próximos doze meses, em sintonia com o lançamento de novos projetos, a manutenção da qualidade dos serviços, as atividades relacionadas à Copa das Confederações - FIFA e as expectativas de aumentos na demanda.

Embora tenha sido forte, o nível de otimismo registrou um recorde de baixa de três meses.