EUA e Europa devem influenciar pregão

As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar avanços com investidores de olho em notícias sobre os Estados Unidos. Além disso, a decisão sobre a política monetária na Zona do Euro e Inglaterra devem interferir no pregão desta quinta-feira. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em campo positivo.

Enquanto isso, na Ásia os mercados fecharam em direções distintas, com o índice agregado da região mostrando leve valorização. A bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quinta-feira em alta de 0,81%. O índice Nikkei ganhou 76,32 pontos, a 9.545,16 unidades, o maior nível em sete meses.

Contudo, na Europa, as bolsas apresentam avanços à espera da decisão monetária da região. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 0,45%, aos 3.606 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 1,03%, aos 7.531 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,22% aos 5.905 pontos.

Entre os dados da agenda econômica do Velho Continente, a Eurozona registrou uma queda da atividade de 0,1% do PIB no terceiro trimestre, depois de ter registrado um retrocesso de 0,2% no trimestre anterior, confirmou nesta quinta-feira, 06, a agência de estatísticas europeia, em uma segunda estimativa.

Além disso, o desemprego na França aumentou no terceiro trimestre, a 9,9% da população ativa na metrópole e a 10,3% caso sejam somados os territórios de ultramar, com uma taxa recorde entre os jovens, anunciou o Instituto Nacional de Estatísticas (INSEE).

Entretanto, os preços mundiais dos alimentos registraram queda de 1,5% em novembro, o menor nível desde junho, arrastados pelo açúcar, óleos, e cereais, que tiveram as reduções mais expressivas, anunciou nesta quinta-feira, 06, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em alta. Mas, investidores aguardam a divulgação dos Pedidos iniciais de auxílio desemprego da semana.

“Certo avanço nas conversas sobre o “abismo fiscal” entre os congressistas norte-americanos traz impulso ao mercado de ativos no exterior”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o mercado externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), variou 0,25%, em novembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). A variação registrada em outubro foi de -0,31%. Em novembro de 2011, a variação foi de 0,43%. Em 12 meses, o IGP-DI variou 7,22%. A taxa acumulada no ano é de 7,39%.

Para Barros, o ambiente favorável beneficia a busca por ativos de maior risco, pesando sobre uma depreciação do dólar e do euro frente às principais moedas.