Dólar sobe nas primeiras ofertas do dia

O dólar comercial operava com alta de 0,67% nas primeiras ofertas do dia, diante de discussões sobre o 'abismo fiscal' que continua no centro das atenções. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,106 na compra e R$ 2,108 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, apesar do aparente conflito entre Republicanos e Democratas, que defendem abordagens distintas de se resolver a questão dos déficits e endividamento americano, o mercado se posiciona de forma mais otimista, com os mercados de risco ganhando força e o dólar se desvalorizando em relação às demais moedas. Os dados referentes ao PIB americano ajudaram os mercados, mostrando um crescimento mais forte no terceiro trimestre. 

Hoje o mercado se concentra no desempenho mais fraco do que anteriormente projetado para os dados de PIB brasileiro e nas informações de Renda e Gasto pessoal americanas. Na madrugada e durante o final de semana, a China divulga seu PMI oficial e o HSBC divulga seu indicador final de PMI para a manufatura. Projetamos um dia de acomodação para o dólar, acompanhando a melhora dos mercados internacionais, apesar da redução no interesse pelo Real provocada pelo cenário de crescimento mais fraco internamente. O Euro sobe 0,21%, negociado a US$ 1,3006.

No Japão, o governo japonês aprovou nesta sexta-feira, 30, um plano de apoio econômico de 880 bilhões de ienes (quase € 8,5 bilhões, US$ 10,7 bilhões) para incentivar a atividade e a criação de postos de trabalho.

Entre os dados da agenda do Velho Continente, o desemprego na zona euro afetou em outubro 11,7% da população ativa, frente aos 11,6% de setembro, informou nesta sexta-feira, 30, o escritório europeu de estatísticas Eurostat. Trata-se de um novo recorde, que se traduz em 18,70 milhões de pessoas sem emprego em outubro nos 17 países da União Monetária que têm o euro como divisa.

Contudo, as vendas no varejo na Alemanha em outubro mostraram queda de 2,75% em relação ao mês anterior, contrariando a expectativa de recuo mais modesto, de 0,3%.

Por outro lado, o Banco Central Europeu (BCE) continua disposto a intervir "se for necessário" para preservar o euro, disse nesta sexta-feira, 30, em Paris o presidente da entidade, Mario Draghi, que lembrou que uma maior integração favorecerá sua estabilidade. "Faremos todo o necessário e estamos dispostos a intervir novamente, se for necessário", afirmou Draghi à emissora de rádio Europe 1, segundo uma tradução simultânea.

Em Wall Street, investidores aguardam a publicação do Rendimento Pessoal, os Gastos Pessoais e a publicação dos índices gerentes de compras de Chicago de novembro.

Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do terceiro trimestre cresceu 0,6% na série com ajuste sazonal em relação ao segundo trimestre de 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).