Bolsas devem subir com possível acordo nos EUA

Cautela é deixada de lado após o pronunciamento do presidente da Câmara dos Estados Unidos, que disse estar otimista a respeito das medidas para conter o 'abismo fiscal' que ameaça o país e com isso as bolsas devem apresentar ganhos nesta quinta-feira. Diante deste cenário, as principais bolsas europeias operam em campo positivo.

Na Ásia, as bolsas encerraram em alta refletindo a animação com um possível acordo para conter a crise fiscal que ameaça os EUA. Com isso, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão desta quinta-feira em alta. O índice Nikkei 225 ganhou 0,99%, aos 9.400,88 pontos.

E como não poderia ser diferente, na Europa, os índices operam com avanços. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 1,12%, aos 3.554 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,84%, aos 7.404 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,93% aos 5.857 pontos.

Na agenda econômica do Velho Continente serão divulgadas a taxa de desemprego de novembro da Alemanha e a Confiança do Consumidor da Zona do Euro de novembro.

Em Wall Street, o clima deverá ser de animação. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a conclusão de um acordo sobre a redução do déficit fiscal antes do Natal, para evitar uma eventual recessão. "Nossa meta final é um acordo que permita controlar nosso déficit a longo prazo e de forma equilibrada", declarou o presidente na Casa Branca.

Além disso, a declaração do presidente da Câmara dos EUA, o republicano John Boehner, que disse estar otimista com as negociações sobre o abismo fiscal anima os investidores.

Na agenda econômica local, hoje, teremos a publicação do Produto Interno Bruto (PIB) do 3º trimestre – preliminar e a divulgação dos Pedidos iniciais de auxilio desemprego semanal que podem interferir no andamento do pregão.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o cenário externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou -0,03%, em novembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em outubro, o índice variou 0,02%.

Mas, os agentes devem avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em manter a manutenção da taxa básica de juro Selic em 7,25% ao ano.