Inadimplência das empresas sobe em outubro, diz Serasa Experian

Em outubro, a inadimplência das pessoas jurídicas cresceu 13,8% ante setembro, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. O avanço de 13,8% também é verificado na comparação anual, entre outubro deste ano e igual mês de 2011. Na relação entre os acumulados de janeiro a outubro de 2012/2011, por sua vez, a elevação na inadimplência das empresas foi de 12,8%.

Para os economistas da Serasa Experian, a maior alta mensal do ano na inadimplência das empresas, na comparação de outubro frente a setembro, foi influenciada pelo efeito-calendário, em razão do maior número de dias úteis no décimo mês. O impacto foi sobre os protestos e os cheques sem fundos, que são registrados em dias úteis. Deve-se considerar também que a alta de outubro ocorreu sobre uma base fraca, de setembro, o que reduz a relevância dessa elevação.

Vale registrar que a inadimplência nas dívidas não bancárias e bancárias subiu pouco em outubro, 0,7% e 0,4%, respectivamente, dado que não está sujeita ao calendário. Portanto, apesar da alta, não houve deterioração do cenário de inadimplência das empresas, em decorrência do aumento de encomendas para o final de ano e da maior geração de caixa.

Diante deste cenário, nos dez primeiros meses de 2012, as dívidas não bancárias (fornecedores, cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) apresentaram um valor médio de R$ 763,89, o que resultou em crescimento de 3,0% ante igual período de 2011.

Já as dívidas com bancos, por sua vez, tiveram, de janeiro a outubro de 2012, um valor médio de R$ 5.270,00, com alta de 1,7% na relação com os dez primeiros meses de 2011.

Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado de janeiro a outubro foi de R$ 1.955,71, com elevação de 10,4% sobre igual acumulado do ano anterior.

Por fim, os cheques sem fundos tiveram, nos dez primeiros meses de 2012, um valor médio de R$ 2.271,06, representando um aumento de 9,0% em comparação com o acumulado de janeiro a outubro de 2011.