Índice da Confiança de Serviços avança em novembro

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas avançou 3,2% entre outubro e novembro de 2012, na série com ajuste sazonal, ao passar de 121,5 para 125,4 pontos. Após uma terceira alta consecutiva, o índice confirma a aceleração gradual do setor ao superar, pela primeira vez desde maio deste ano, sua média histórica. 

A variação do ICS entre outubro e novembro resultou de aumentos respectivos de 4,5% e de 2,3% nos índices da Situação Atual (ISA-S) e de Expectativas (IE-S). O avanço expressivo no ISA-S, que atingiu 105,0 pontos em novembro, sugere que as expectativas mais positivas dos dois meses anteriores finalmente se refletem na melhora na percepção do setor sobre a situação atual, embora o índice permaneça abaixo da média histórica de 111,2 pontos. O IE-S, por sua vez, alcançou 145,7 pontos, mantendo-se acima da média histórica de 139,5 pontos. 

Um aspecto favorável desta alta em novembro é a difusão entre os segmentos pesquisados: além de atingir os dois componentes do índice de confiança (situação atual e expectativas), observa-se reação positiva na confiança em cinco dos sete segmentos pesquisados. O acréscimo de 4,5% no ISA-S, entre outubro e novembro, foi influenciado, sobretudo, pela elevação de 4,6% no indicador que mede o volume de demanda atual. 

O indicador de situação atual dos negócios também avançou de forma expressiva (4,3%). A proporção de empresas que percebem a demanda atual como boa passou de 13,7% para 17,4% entre outubro e novembro, enquanto a parcela das que a consideram ruim reduziu-se de 20,9% para 20,3%. 

O indicador que mede o grau de otimismo dos empresários em relação à demanda prevista nos meses seguintes foi o que mais influenciou o aumento do IE-S, com elevação de 4,2% em novembro frente a outubro. A proporção de empresas que preveem uma demanda maior aumentou de 43,6% para 48,4%, enquanto a parcela daquelas prevendo piora neste quesito diminuiu de 4,3 % para 3,2%. 

O quesito tendência dos negócios para os próximos três meses aumentou ligeiramente (0,5%), com a proporção de empresas prevendo uma situação melhor passando de 48,4% para 50,2%, enquanto a parcela das que esperam uma piora neste quesito aumentou de 2,9% para 4,0%. 

No conjunto, os indicadores extraídos da Sondagem de Serviços mostram um resultado mais favorável da percepção sobre o momento atual com expectativas ainda positivas para os meses seguintes, sinalizando um maior dinamismo econômico do setor.