Grécia anima investidores e bolsas devem subir nesta terça-feira

Acordo entre os ministros da Zona do Euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a questão da dívida grega trouxe melhora na expectativa dos investidores, impulsionando os mercados de ativos. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em alta.

Enquanto isso, na Ásia, as bolsas chinesas fecharam novamente no sentido negativo, acumulando uma queda próxima a 9% no ano, em meio a resultados negativos de empresas e preocupações com o crescimento de longo prazo do país. Já a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em leve alta de 0,37%, depois do anúncio de acordo sobre a dívida da Grécia. O índice Nikkei ganhou 34,36 pontos, a 9.423,30 unidades.

Por outro lado, as principais bolsas europeias operam em valorização. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 0,25%, aos 3.509 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,53%, aos 7.330 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,44% aos 5.812 pontos.

Por lá, os ministros das finanças da Área do Euro e o FMI chegaram a um acordo sobre a sustentabilidade da trajetória da dívida grega. “Em linhas gerais, este acordo envolverá esforços já em curso por parte da Grécia, com as medidas de austeridade, a redução nos custos e a extensão dos vencimentos dos empréstimos por parte da Área do Euro. O principal objetivo desta reunião do Eurogrupo era conseguir que a dívida em relação ao PIB chegasse a 124% em 2020 e a 110% em 2022”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

 A decisão formal sobre a liberação só será feita em 13 de dezembro. “Este pacote de medidas parece ser suficiente para manter a sustentabilidade da dívida em curso, embora não alivie a carga fiscal que ocorrerá no curto prazo. Na verdade, o Eurogrupo afirma explicitamente que medidas adicionais e de assistência ainda podem ser necessárias. O próximo passo para o país receber o benefício também inclui aprovações parlamentares de cada membro da área do Euro”, ressaltou o diretor.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam dados da agenda local.

Por aqui, a bolsa brasileira, deverá seguir em linha com o mercado externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou queda e ficou em 0,64% na terceira prévia de novembro, ante 0,70% registrados na semana anterior.

Além disso, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,8% entre outubro e novembro, ao passar de 106,0 para 105,2 pontos, praticamente convergindo ao nível da média histórica recente, de 105,1 pontos.

Para Barros, no mercado de moedas, o ambiente mais otimista favorece a procura por ativos mais arriscados, anulando parte da valorização do no euro observada hoje, na abertura dos mercados. “O dólar também deprecia frente às principais moedas.  Esse ambiente de maior busca por risco, por sua vez, deve puxar levemente para baixo as taxas longas de juros no mercado doméstico”, explicou o diretor.