Dólar recua com dados sobre a Grécia

O dólar comercial operava com queda de 0,43% nas primeiras ofertas do dia após acordo entre os ministros da Zona do Euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a questão da dívida grega. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,072 na compra e R$ 2,074 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, apesar da melhora no humor externo, com a conquista de termos mais leves para a Grécia e a liberação de recursos, o Euro se mostra estável em relação ao fechamento de ontem. Títulos de risco também não reagem de forma expressiva, com rendimentos da Espanha próximos a estabilidade. O mercado aguarda pelos dados americanos para direcionar suas posições, com a volatilidade do dólar local limitada. O mercado acredita na banda de R$ 2 – R$2,10, apesar das falas do Banco Central negando a existência de uma banda formal para a moeda. Durante o dia os pedidos de bens duráveis e a confiança do consumidor devem dar direção aos mercados, que pendem para a melhora, com indicações mais positivas para os EUA.

No Velho Continente, os ministros das finanças da Área do Euro e o FMI chegaram a um acordo sobre a sustentabilidade da trajetória da dívida grega. 'Em linhas gerais, este acordo envolverá esforços já em curso por parte da Grécia, com as medidas de austeridade, a redução nos custos e a extensão dos vencimentos dos empréstimos por parte da Área do Euro. O principal objetivo desta reunião do Eurogrupo era conseguir que a dívida em relação ao PIB chegasse a 124% em 2020 e a 110% em 2022', disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

A decisão formal sobre a liberação só será feita em 13 de dezembro. 'Este pacote de medidas parece ser suficiente para manter a sustentabilidade da dívida em curso, embora não alivie a carga fiscal que ocorrerá no curto prazo. Na verdade, o Eurogrupo afirma explicitamente que medidas adicionais e de assistência ainda podem ser necessárias. O próximo passo para o país receber o benefício também inclui aprovações parlamentares de cada membro da área do Euro', ressaltou o diretor.

Em Wall Street, investidores aguardam dados da agenda local.

Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou queda e ficou em 0,64% na terceira prévia de novembro, ante 0,70% registrados na semana anterior.

Além disso, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,8% entre outubro e novembro, ao passar de 106,0 para 105,2 pontos, praticamente convergindo ao nível da média histórica recente, de 105,1 pontos.