Bolsas sobem com notícias sobre a Grécia

As principais bolsas de valores mundiais sobem nesta terça-feira, com a liberação de recursos para a Grécia e alívio nas condições dos empréstimos feitos ao país. Por aqui, a bolsa brasileira acompanha o ritmo e avança.

Enquanto isso, na Ásia, os resultados negativos de empresas e as preocupações com o crescimento de longo prazo da China desanimaram investidores e as bolsas chinesas fecharam novamente em queda, acumulando uma baixa próxima de 9% ao ano. Em contrapartida, a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em leve alta de 0,37%, depois do anúncio de acordo sobre a dívida da Grécia. O índice Nikkei ganhou 34,36 pontos, a 9.423,30 unidades.

No mesmo sentido, as principais bolsas europeias operam em valorização. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 0,26%, aos 3.510 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,63%, aos 7.338 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,47% aos 5.813 pontos.

Por lá, os ministros das finanças da Área do Euro e o FMI chegaram a um acordo sobre a sustentabilidade da trajetória da dívida grega. A decisão formal sobre a liberação só será feita em 13 de dezembro.

Na agenda do Velho Continente foi divulgado que a economia britânica cresceu 1% no terceiro trimestre em relação ao anterior, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), confirmando sua primeira estimativa. Este crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o maior registrado pela economia britânica em cinco anos permitiu ao Reino Unido sair oficialmente de três trimestres de recessão.

Mas, por outro lado trazendo certa cautela aos investidores, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou em baixa suas previsões de crescimento na maioria das grandes economias, como Estados Unidos, Eurozona, Japão e Grã-Bretanha, colocando em evidência a fragilidade da economia mundial. Com isso, na Eurozona, espera-se uma recessão de 0,3% em 2012, contra o 0,1% previsto em maio.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em direções opostas. Mas, investidores aguardam dados da agenda local.

Por aqui, a bolsa brasileira, sobe em linha com o mercado europeu. Há pouco, o Ibovespa, subia 1,12%.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou queda e ficou em 0,64% na terceira prévia de novembro, ante 0,70% registrados na semana anterior.

Além disso, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,8% entre outubro e novembro, ao passar de 106,0 para 105,2 pontos, praticamente convergindo ao nível da média histórica recente, de 105,1 pontos.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,30%.

Em sentido oposto, o dólar opera com perdas de 0,53% vendido a R$ 2,072.