Dólar sobe para R$ 2,09 diante de incertezas com relação à Grécia

O dólar comercial operava com alta de 0,77% nas primeiras ofertas do dia diante de incertezas com relação à ajuda financeira a Grécia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,096 na compra e R$ 2,098 na venda.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o noticiário Europeu não trouxe informações que tranquilizassem os investidores, com a dificuldade do FMI, Comunidade Europeia e Banco Central Europeu em obter um consenso a respeito do que deverá ser feito com a Grécia. Vemos o euro com isso voltar a se enfraquecer, porém sem atingir novas mínimas. A moeda atingiu US$ 1,2660 no dia 13 de novembro e hoje oscila próxima a US$ 1,28, patamar de fechamento do dia 19, antes do feriado interno. O dólar frente ao real continua a ganhar força nesta manhã, com o contrato futuro sendo negociado a 2090 pontos. Nos últimos 15 dias a moeda apresentou um movimento expressivo de alta, refletindo as atuações recentes do Banco Central e a aversão ao risco dos investidores. Hoje serão  divulgados os dados de seguro desemprego, confiança da Univ. de Michigan e os Indicadores Antecedentes, sendo esperado uma acomodação em relação à indicações anteriores. Sinais de queda nas solicitações de seguro desemprego e aceleração dos indicadores antecedentes podem enfraquecer o dólar em relação ao patamar da abertura de hoje.

Entre as notícias do Velho Continente, a Eurozona fracassou na tentativa de alcançar um acordo para liberar uma parcela da ajuda à Grécia, pendente desde junho, e também não conseguiu superar as divergências com o FMI para aliviar a dívida grega, após 11 horas de intensos debates que terminaram durante a madrugada desta quarta-feira, 21. "Não conseguimos um acordo. O Eurogrupo voltará a ter uma reunião em 26 de novembro", afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schauble, ao fim da reunião com os colegas da zona do euro, na qual também estavam presentes a diretora do FMI, Christine Lagarde, e o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

Enquanto isso, a balança comercial do Japão registrou em outubro um dos piores resultados nos últimos 30 anos, com um déficit de US$ 6,788 bilhões, provocado por uma queda das exportações em um momento de desaceleração da economia mundial, anunciou o ministério das Finanças. O déficit comercial da terceira potência econômica mundial alcançou 549 bilhões de ienes, o que representa uma alta de 94% na comparação com o mesmo mês de 2011.

Em Wall Street, investidores aguardam as divulgações da agenda economia da região.

Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou queda e ficou em 0,70% na segunda prévia de novembro, ante 0,75% registrados na semana anterior.