Petróleo fecha em queda apesar de tensão no Oriente Médio

Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam com perdas nesta quinta-feira em Nova York, apesar de uma escalada da violência no Oriente Médio, em um mercado decepcionado pelas estatísticas obscuras nos Estados Unidos e por uma nova alta das reservas de petróleo.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet crude" (WTI), com entrega em dezembro caiu 87 centavos a 85,45 dólares.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte, com entrega em dezembro fechou a 110,98 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), uma alta de 1,37 dólares em relação ao fechamento de quarta-feira.

Apesar de um contexto de aprofundamento das tensões no Oriente Médio Oriente, com o lançamento de ataques por parte de Israel contra a faixa de Gaza, o petróleo não conseguiu se manter em alta após a abertura com lucros.

"O mercado de WTI foi muito menos afetado que o do Brent pelo risco de uma perturbação no fornecimento" do Oriente Médio, explicou Matt Smith, da Schneider Electric.

No entanto, a tensão voltou a aumentar depois de os projéteis provenientes de Gaza caírem próximo a Tel Aviv, no segundo dia de uma ofensiva militar israelense na área.

"Ao contrário da Europa, uma grande parte de nosso fornecimento vem de outros lugares, como da Venezuela, Canadá e México (...) e, além disso, é preciso contabilizar também os Estados Unidos, com uma forte alta da oferta", acrescentou Smith.

O Departamento de Energia (DoE) informou que as reservas de petróleo cresceram em 1,1 milhão de barris na semana finalizada no dia 9 de novembro, a 375,9 milhões de barris, abaixo das expectativas dos analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, que apostavam em uma alta de 2 milhões de barris.

Em relação à demanda, os indicadores econômicos nos Estados Unidos puxaram os preços.

As novas inscrições semanais no seguro desemprego atingiram o máximo em sete anos após a passagem da supertempestade Sandy no nordeste do país.

Além disso, o Banco Central norte-americano informou que a atividade industrial da região de Nova York continuou se deteriorando em novembro pelo quarto mês consecutivo, em sintonia com a queda das estatísticas de produção na Filadélfia, que caíram no mês de novembro.

"O panorama geral, do ponto de vista da demanda, está longe de ser positivo", acrescentou Smith.