Ibovespa fecha em baixa puxado por papéis de construtoras

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão desta quinta-feira (27) em queda, puxada pela baixa no papel das construtoras. Com isso, o indicador registrou desvalorização de 0,39%, aos 60.239 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,558 bilhões.

Na Ásia, as bolsas encerraram positivas, guiadas pela especulação de novas medidas de estímulo à economia da China.

Na Europa, as bolsas seguiram a mesma linha de alta com a apresentação do orçamento de 2013 e do novo pacote de reformas econômicas da Espanha. Alguns dados da agenda vieram positivos e também ajudaram no ânimo dos investidores.

O governo espanhol aprovou seu projeto de orçamento 2013, marcado pela austeridade para reduzir o déficit público, assim como um novo plano de reformas que inclui a criação de uma "autoridade orçamentária independente" para controlar suas contas.

O governo conservador, que busca economizar 39 bilhões de euros no próximo ano, está comprometido em reduzir seu déficit público para 6,3% do PIB em 2012, depois para 4,5% em 2013, mas sofre com uma falta de credibilidade nos mercados, após uma grave derrapagem orçamentária em 2011 (déficit de 8,9% em vez dos 6% prometidos), segundo informações da AFP.

Na agenda econômica do continente foi divulgado que o índice de confiança de empresas e consumidores voltou a registrar queda em setembro na Eurozona, pelo sétimo mês consecutivo, anunciou a Comissão Europeia. O índice de confiança econômica alcançou 85 pontos, 1,1 pontos a menos que no mês anterior.

Enquanto isso, na Alemanha a taxa de desemprego manteve-se estável no mês de setembro, aos 6,8%, mesmo número apresentado em agosto, segundo informações divulgadas hoje pela Agência Federal do Trabalho da Alemanha. Por outro lado, o número de pedidos de seguro-desemprego registrou alta de 9 mil em setembro.

Já no Reino Unido, a economia registrou contração de 0,4% no segundo trimestre do ano, contra 0,5% anunciado em agosto, mas continua em recessão, de acordo com a terceira estimativa divulgada pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).

Em meio às notícias da região, os três partidos da coalizão governamental grega concordaram com os principais pontos das novas medidas de austeridade, exigidas pelos credores (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), informou o ministro grego das Finanças. "Chegamos a um acordo sobre os principais eixos das medidas de economia orçamentária, que supera € 11,5 bilhões para 2013 e 2014", afirmou Yannis Stournaras, após uma reunião entre os líderes dos três partidos de direita, socialistas e da esquerda moderada.

Em Wall Street, as bolsas encerram o pregão em alta, com investidores otimistas sobre as divulgações de orçamento da Espanha.

Por lá, foi divulgado que o crescimento econômico dos Estados Unidos no segundo trimestre foi revisado para baixo, segundo os últimos dados do Produto Interno Bruto (PIB) publicados nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio. De abril a junho, o PIB americano progrediu, em ritmo anual, 1,3% na comparação com o trimestre anterior, informou o Departamento, uma baixa de 0,4 ponto na estimativa divulgada em agosto.

Animando o mercado, os novos pedidos de seguro-desemprego registraram forte queda nos Estados Unidos e se aproximaram do menor nível desde o fim da recessão, anunciou o Departamento do Trabalho. O departamento registrou 359.000 solicitações de seguro-desemprego na semana de 16 a 22 de setembro, 6,7% a menos que na semana anterior.

Por aqui, a bolsa brasileira terminou em queda de 0,39%, descolando do mercado externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,97%, em setembro, ante os 1,43% registrados em agosto, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Além disso, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar este ano em 5,2%, segundo projeção do Banco Central (BC), divulgada hoje (27) no Relatório de Inflação.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da B2W VAREJO(ON), que avançaram 4,91% e a FIBRIA (ON) que apresentaram alta de 2,74%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da ROSSI REDID (ON), que recuaram 3,70% e a GAFISA (ON) que apresentaram revés de 3,40%.