CNI também reduz projeção de crescimento do PIB de 2,1% para 1,5% 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2,1% para 1,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no país, para 2012. O dado faz parte do Informe Conjuntural do terceiro trimestre, que traz a revisão das expectativas sobre a economia brasileira. O documento foi divulgado hoje (27) pela CNI. O estudo também prevê estagnação da atividade industrial ao fim deste ano. Antes a previsão era crescimento de 1,6%.

A estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também foi revista pela CNI, de 5% para 5,5%, um ponto percentual acima do centro da meta, que é 4,5%. A projeção da taxa nominal de juros ao final de 2012 caiu de 7,5% para 7,25%. A taxa real de juros, descontada a inflação medida pelo IPCA, ficará em 3,2% nas estimativas da CNI, com leve oscilação ante a expectativa anterior de 3,3%.

A CNI manteve a previsão de R$ 2 para taxa nominal de câmbio no final do ano. A crise econômica, no entanto, levou a entidade a reestimar para baixo as exportações, de US$ 263,2 bilhões no trimestre anterior para US$ 254,7 bilhões. Com isso, a perspectiva de superávit na balança comercial, anteriormente em US$ 20,2 bilhões, foi reestimada em US$ 18,3 bilhões. O Informe Conjuntural manteve em 2,5% do PIB a estimativa de superávit primário do setor público para 2012.

De acordo com análise da CNI, as projeções pessimistas para a economia se devem à queda dos investimentos. O Informe Conjuntural destaca que só em 2013 as medidas de redução de custo das empresas anunciadas pelo governo - como desoneração da folha de pagamento e diminuição da tarifa de energia elétrica - terão efeitos concretos. A CNI destaca que as medidas "são primordiais para a recuperação da confiança do empresário (...), com impactos diretos na propensão de investir".