China, Espanha e Grécia devem influenciar pregão nesta quinta-feira 

As principais bolsas de valores mundiais devem operar com avanços diante de notícias positivas na China. Além disso, o governo grego entrou em acordo sobre as principais medidas de austeridade e hoje será o dia “D” para a Espanha, o país irá apresentar o seu orçamento para 2013. E diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em alta.

Na Ásia, as bolsas fecharam em terreno positivo nesta quinta-feira, 27, puxadas por novas especulações de que o governo chinês pode anunciar em breve medidas de estímulo para aliviar a desaceleração econômica em curso e reverter a forte queda no nível dos mercados acionários locais. A bolsa de Tóquio encerrou a sessão em alta de 0,48%. O índice Nikkei 225 ganhou 43,17 pontos, a 8.949,87 unidades.

No Velho Continente, as bolsas apresentam alta também em reação às notícias da imprensa chinesa, em meio à divulgação de indicadores econômicos na Área do Euro em linha com as expectativas. Há pouco, o CAC-40, de Paris, operava com ganhos de 0,71%, aos 3.439 pontos, o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,43%, aos 7.307 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, tinha alta de 0,24% aos 5.781 pontos.

Por lá, foi divulgado que o índice de confiança de empresas e consumidores voltou a registrar queda em setembro na Eurozona, pelo sétimo mês consecutivo, anunciou a Comissão Europeia. O índice de confiança econômica alcançou 85 pontos, 1,1 pontos a menos que no mês anterior.

Enquanto isso, na Alemanha a taxa de desemprego manteve-se estável no mês de setembro, aos 6,8%, mesmo número apresentado em agosto, segundo informações divulgadas hoje pela Agência Federal do Trabalho da Alemanha. Por outro lado, o número de pedidos de seguro-desemprego registrou alta de 9 mil em setembro.

Já no Reino Unido, a economia registrou contração de 0,4% no segundo trimestre do ano, contra 0,5% anunciado em agosto, mas continua em recessão, de acordo com a terceira estimativa divulgada pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).

Entre os leilões de títulos, a Itália captou nesta quinta-feira, € 5,645 bilhões em emissões de títulos da dívida a cinco e 10 anos, com juros em baixa. O Tesouro italiano emitiu € 2,718 bilhões em títulos a cinco anos com juros de 4,09% (4,73% em 30 de agosto) e € 2,927 bilhões na operação a 10 anos, com taxa de 5,24% (5,82% em 30 de agosto).

Em meio às notícias da região, os três partidos da coalizão governamental grega concordaram com os principais pontos das novas medidas de austeridade, exigidas pelos credores (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), informou o ministro grego das Finanças. "Chegamos a um acordo sobre os principais eixos das medidas de economia orçamentária, que supera € 11,5 bilhões para 2013 e 2014", afirmou Yannis Stournaras, após uma reunião entre os líderes dos três partidos de direita, socialistas e da esquerda moderada.

Ainda no foco dos investidores, o governo espanhol apresentará hoje seu orçamento para 2013 e um novo plano de reformas, o que indica um possível pedido de resgate financeiro global. O cenário do país é de duras medidas de austeridade para conter os gastos públicos.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo, mas investidores aguardam dados referentes ao emprego e dados preliminares do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o mercado externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,97%, em setembro, ante os 1,43% registrados em agosto, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

E para finalizar, no mercado de câmbio, a maioria das moedas deve se valorizar em relação ao dólar, com notável exceção do euro, que se mantém em trajetória de depreciação desde o início semana passada; para o real, a expectativa é de ligeira apreciação.