BC revisa para baixo estimativa do PIB para 2012

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012 está projetado em 1,6%, estimativa 0,9 ponto percentual inferior à divulgada no último Relatório de Inflação do Banco Central. Na última revisão, o BC já havia reduzido a estimativa de alta do PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, de 3,5% para 2,5%.

O crescimento para o PIB acumulado no período de quatro trimestres encerrado em junho de 2013 é estimado em 3,3%, portanto, 2,1 pontos percentuais superior ao observado, no mesmo tipo de comparação, no segundo trimestre deste ano.

De acordo com a nova estimativa do Banco Central, a produção agropecuária recuará 1,4%, ante projeção anterior de -1,5%, melhora associada, em especial, ao desempenho favorável da segunda safra de milho. 

A variação da produção da indústria passou de 1,9%, no relatório anterior, para -0,1%, em linha com a estimativa de recuo de 2,2%, ante aumento de 0,5% considerado anteriormente, na produção da indústria de transformação. 

O crescimento projetado para o setor de serviços em 2012 é de 2,2%, ante 2,8% na estimativa anterior, ressaltando-se as revisões nas atividades transportes, -2,2 p.p.; serviços de informação, -2 p.p.; intermediação financeira, -1,6 p.p.; e comércio, -1,3 p.p.

A projeção para o crescimento do consumo das famílias passou de 3,5% para 3,3%; e para o consumo do governo, de 3,2% para 3,7%. Em relação ao componente externo da demanda agregada, a variação anual das exportações foi revista em -3,2 p.p., para 0,9%, alteração compatível com o resultado do segundo trimestre, em especial em junho, e com as perspectivas de recuperação moderada no curto prazo, em ambiente de fragilidade da atividade econômica em importantes parceiros comerciais. 

A expansão das importações foi revisada para 2,7%, ante 5,6% na projeção anterior, reflexo da moderação da demanda doméstica e da incorporação dos resultados iniciais relativos ao terceiro trimestre.

A contribuição da demanda interna para a expansão do PIB em 2012 é estimada em 1,8 p.p. e a do setor externo, em -0,2 p.p.