Base monetária cresceu 9,6% em doze meses, diz BC 

A média dos saldos diários da base monetária atingiu R$ 197 bilhões em agosto, permanecendo estável no mês, com crescimento de 0,5% no saldo médio do papel-moeda emitido e recuo de 2,7% nas reservas bancárias. Em doze meses, a base monetária cresceu 9,6%.

Entre os fatores condicionantes da emissão monetária, a Conta Única do Tesouro Nacional registrou contração de R$9,9 bilhões, enquanto as operações com títulos públicos federais, que incluem a atuação do Banco Central no ajuste da liquidez do mercado monetário, apresentaram expansão de R$9 bilhões. O impacto dos títulos públicos decorreu de resgates líquidos de R$26 bilhões no mercado primário e de vendas líquidas de R$17 bilhões no mercado secundário.

Os meios de pagamento restritos (M1), mensurados pelo saldo médio diário, situaram-se em R$ 266 bilhões em agosto, refletindo queda de 0,9% no mês, associada à redução de 2,3% no saldo médio dos depósitos à vista e avanço de 0,7% no papel-moeda em poder do público. A expansão do M1 acumulada em doze meses alcançou 6,2%.

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 acrescido dos depósitos de poupança e títulos privados, cresceram 1,1% em agosto, totalizando R$1,7 trilhão. Esse resultado refletiu, sobretudo, o avanço de 1,1% no saldo dos títulos privados, que atingiu R$953,1 bilhões, a despeito da saída líquida de R$4,1 bilhões nos depósitos a prazo. O saldo dos depósitos de poupança, R$465,9 bilhões, aumentou 1,2%, após captação líquida de R$3,5 bilhões no mês.

O M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, contraiu-se 0,1% no mês, somando R$3,3 trilhões, a partir da redução de 2% no saldo das quotas de fundos de renda fixa, situado em R$1,5 trilhão. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, apresentou elevações de 0,8% no mês e de 17,1% em doze meses, totalizando R$3,9 trilhões.