Indicadores econômicos dos EUA devem influenciar pregão 

As principais bolsas de valores mundiais não devem definir uma tendência clara antes das divulgações de dados econômicos nos Estados Unidos. Além disso, as incertezas sobre os próximos passos de Espanha, Grécia e da união bancária regional devem influenciar o pregão. Enquanto isso, na Europa, os índices operam de lado e o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em alta.

Já a bolsa japonesa encerrou o pregão em alta nesta terça-feira, enquanto os mercados acionários chineses mostraram ligeira queda, em meio a preocupações sobre a desaceleração no crescimento do país.  Com isso, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em alta de 0,25%. O índice Nikkei ganhou 22,25 pontos, a 9.091,54 unidades.

No Velho continente as principais praças acionárias operam de lado, espelhando um cenário de crise onde governos da Alemanha e França não entram em um acordo sobre o programa de união bancária. Ainda neste cenário, a Espanha ainda não anunciou se irá ou não solicitar o pacote de ajuda.

Há pouco, o CAC-40, de Paris, operava com perdas de 0,25%, aos 3.488 pontos, o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,16%, aos 7.401 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, tinha ligeira alta de 0,04% aos 5.841 pontos.

Contudo, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, demonstrou preocupação nesta segunda-feira sobre a "falta de financiamento" do Estado grego, em um momento no qual Atenas tenta economizar outros € 11,500 bilhões. Com isso, o primeiro ministro grego, Antonis Samaras, deve pedir um adiamento de dois anos para o cumprimento das metas de redução do déficit público, exigidos em troca de um plano de ajuda de € 130 bilhões. Segundo o acordo, o país, que atualmente sofre una grave recessão, deve cortar seu déficit público a 2,1% do Produto Interno Bruto em 2014 frente a 7,3% em 2012 e 4,6% no próximo ano.

Já entre os leilões de títulos realizados hoje, 25, a Itália captou € 5,437 bilhões - um pouco abaixo da meta - com leilões de títulos a médio e longo prazo, a última operação com juros em alta. Já a Espanha teve que oferecer rendimentos em alta para captar nesta terça-feira € 3,983 bilhões em emissões de títulos a três e seis meses, no momento em que o mercado e muitos sócios europeus pressionam o país a pedir um resgate financeiro global. A captação cumpriu o objetivo - margem de € 3 a € 4 bilhões -, mas com juros de 1,203% na emissão de títulos a três meses (contra 0,946% em 28 de agosto) e de 2,213% a seis meses (contra 2,026% na operação anterior), informou o Banco da Espanha.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo, antes da divulgação de indicadores que devem mostrar melhora da confiança entre os consumidores, aumento no preço dos imóveis e uma menor retração da atividade industrial na região do Fed de Richmond.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o mercado externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) registrou, em setembro, taxa de variação de 0,21%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,32%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Por fim, no mercado de câmbio, as moedas caminham sem direção única: na comparação com o dólar, euro, dólar australiano e peso mexicano perdem valor, enquanto iene japonês, rublo russo e rand sul-africano se apreciam. Para o real, expectativa é de pouca variação.