Superávit da Balança Comercial alcança US$ 15,298 bi em 2012 

A balança comercial brasileira, que registra o movimento das exportações e importações, apresentou no acumulado do ano saldo positivo de US$ 15,298 bilhões, com o resultado médio diário de US$ 83,1 milhões, segundo dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

No mesmo período de 2011, o superávit foi de US$ 22,519 bilhões, com média de US$ 125,8 milhões. Pela média, houve queda de 33,9% no comparativo entre os dois períodos. A corrente de comércio totaliza, em 2012, US$ 335,942 bilhões, com média diária de US$ 1,825 bilhão. O valor é 2,9% menor que a média aferida no mesmo período no ano passado (US$ 1,879 bilhão).

De janeiro à terceira semana de setembro deste ano (184 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 175,620 bilhões (média diária de US$ 954,5 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2011 (US$ 1,002 bilhão), as exportações decresceram 4,8%. As importações foram de US$ 160,322 bilhões, com resultado médio por dia útil de US$ 871,3 milhões. O valor está 0,6% abaixo da média registrada no mesmo período de 2011 (US$ 876,9 milhões).

Já na terceira semana de setembro com cinco dias úteis (17 a 23), o saldo positivo foi de US$ 454 milhões, com média diária de US$ 90,8 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 9,460 bilhões, com média de US$ 1,892 bilhão por dia útil.

As exportações, no período, foram de US$ 4,957 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 991,4 milhões, resultado 11,3% inferior à média de US$ 1,118 bilhão, registrada até a segunda semana do mês. Neste comparativo, houve queda nas vendas de produtos básicos (-24,6%), especialmente, de minério de ferro, farelo de soja, carne de frango, bovina e suína, petróleo em bruto, e fumo em folhas. Entre os manufaturados (-0,2%), a redução foi devida, principalmente, em razão de autopeças, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, aviões, e etanol. 

Já os embarques de semimanufaturados (15,9%), cresceram, com destaques para açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, ferro fundido, e óleo de soja em bruto.

Nesse mesmo período de setembro, as importações foram de US$ 4,503 bilhões, com resultado médio diário de US$ 900,6 milhões. Houve retração de 3,4% sobre a média até a segunda semana do mês (US$ 932,3 milhões), com queda nos gastos com combustíveis e lubrificantes, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, adubos e fertilizantes e farmacêuticos.