Bolsas operam de lado na primeira sessão da semana 

As principais bolsas de valores mundiais operam em baixa diante de investidores preocupados com a Espanha, que continua hesitando em pedir uma ajuda financeira à União Europeia. Por aqui, o Ibovespa, se descola do cenário externo e sobe puxado pela alta das ações de empresas que tem grande participação na bolsa.  

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda na primeira sessão da semana, com exceção importante do mercado acionário chinês, cuja alta foi movida por especulações de que o governo poderia agir para evitar queda adicional da cotação das ações no país.Com isso, a bolsa de Tóquio fechou a sessão desta segunda-feira cedendo 0,45% devido a um fortalecimento do iene, que prejudica alguns grupos exportadores. No fechamento, o índice Nikkei perdeu 40,71 pontos, a 9.069,29 pontos, em um mercado pouco ativo.

Na Europa, as principais bolsas finalizaram a sessão em queda com investidores avaliando o impasse nas negociações sobre o organismo de supervisão bancária regional, depois que a chanceler alemã, Angela Merkel, demonstrou ressalvas em relação ao apelo do presidente francês, François Hollande, para colocá-lo em operação o mais rápido possível.    Por lá, foi divulgado que o índice de clima dos negócios na Alemanha recuou pela quinta vez consecutiva em setembro, segundo pesquisa do instituto Ifo realizada com 7000 empresários. A retração do indicador, que caiu de 102,3 para 101,4 pontos, foi explicada tanto pela deterioração da situação corrente dos negócios, quanto pelo maior pessimismo com o futuro.

Com isso, o CAC-40, de Paris, fechou com perdas de 0,95%, aos 3.497 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizou 0,52%, aos 7.413 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, teve queda de 0,24% aos 5.838 pontos.

Em Wall Street, as bolsas acompanham o cenário europeu e caem. Minutos atrás, o índice Dow Jones perdia 0,18% aos 13.555 pontos; o S&P 500 tinha desvalorização de 0,28% a 1.455 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha queda de 0,66% aos 3.158 pontos.

Por aqui, o Ibovespa, se descola do cenário externo, pois ações de empresas que tem grande participação na bolsa estão em alta. Há pouco, o índice, valorizava 0,64%.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas avançou 1,4% entre agosto e setembro de 2012, ao passar de 120,4 para 122,1 pontos.

Já o IPC-S de 22 de setembro de 2012 apresentou variação de 0,53%1, 0,04 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

E segundo o Boletim Focus, do Banco Central (BC), a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2013 permaneceu em 4,00%. Já para este ano, o prognóstico do PIB ficou em 1,57%. E a previsão para a taxa de câmbio em 2012 permaneceu em R$ 2,00. Para 2013 a taxa ficou em R$ 2,00.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2013, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,28%.    

Enquanto isso, o dólar opera com ganhos 0,05% vendido a R$ 2,025.