Bolsas avançam nesta terça-feira

As principais bolsas de valores mundiais avançam com investidores no aguardo uma nova rodada de estímulo que pode ser divulgada ainda essa semana, após a reunião do FED.

Na Ásia, o mercado acionário fechou em queda em meio a renovadas preocupações com o gerenciamento da crise na Área do Euro. Com isso, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em baixa de 0,70%. O índice Nikkei perdeu 61,99 pontos, a 8.807,38 unidades.

Enquanto isso na Europa, as bolsas finalizaram o pregão em alta. Entre os eventos que trazem incertezas para o mercado nos próximos dias estão o posicionamento da Corte alemã sobre a legalidade do mecanismo de estabilidade europeu e os  conflitos internos no governo grego sobre termos da dívida com seus credores internacionais.

Com isso, o CAC-40, de Paris, fechou com ganhos de 0,89%, aos 3.537 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizou 1,34%, aos 7.310 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, teve queda de 0,02% aos 5.792 pontos.

Além disso, a Espanha também ganha destaque, o chefe do executivo espanhol, Mariano Rajoy, disse nesta segunda-feira que a Espanha não aceitará imposições com relação aos setores nos quais o país deverá realizar seus cortes de ajuste orçamentário em troca de um eventual resgate global. Depois que o Banco Central Europeu (BCE) anunciou na semana passada seu novo programa de compra de dívida para os países mais frágeis da Zona Euro, o governo espanhol espera conhecer as condições da ajuda antes de decidir se opta por ela, disse.

Em Wall Street, as bolsas caminham no mesmo sentido. Por lá, foi divulgado que o déficit comercial dos Estados Unidos se estabilizou em julho depois de ter retrocedido durante três meses, segundo cifras publicadas nesta terça-feira pelo departamento do Comércio. O déficit se estabeleceu em US$ 42 bilhões, contra US$ 41,9 bilhões no mês anterior, enquanto que a previsão média dos analistas predizia um déficit mais importante, de US$ 44 bilhões.

Minutos atrás, o índice Dow Jones ganhava 0,62% aos 13.336 pontos; o S&P 500 tinha valorização de 0,45% a 1.435 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 0,26% aos 3.111 pontos.

Por aqui, o Ibovespa, segue em linha com o mercado norte-americano. Há pouco, o índice, valorizava 1,01%.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,59%, no primeiro decêndio do mês de setembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Para o mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 1,21%.

E de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que procurou crédito em agosto/12 foi 3,1% superior à verificada em julho/12. Com isso, foi a segunda alta mensal consecutiva deste indicador, construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. Em julho/12 registrou-se crescimento de 8,0% frente a junho/12.

Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,80%.

Em sentido oposto, o dólar opera com perdas de 0,10% vendido a R$ 2,022.