Índice Nacional da Construção Civil varia 0,79% em agosto 

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa, apresentou variação de 0,79% em agosto, avançando 0,50 ponto percentual em relação a julho (0,29%).A aceleração do índice reflete os acordos coletivos ocorridos no mês de agosto. Em relação a agosto de 2011 (0,14%), a diferença foi de 0,65 ponto percentual. Considerando os meses de janeiro a agosto de 2012, a alta foi de 4,38%, enquanto em igual período do ano anterior havia ficado em 4,53%. O resultado dos últimos doze meses situou-se em 5,49%, acima dos 4,81% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 838,46, em agosto, passou para R$ 845,10, sendo R$ 449,30 relativos aos materiais e R$ 395,80 à mão de obra.

A parcela da mão-de-obra apresentou uma variação de 1,26%, crescendo 0,72 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,54%). Já os materiais registraram uma diferença de 0,31% ponto percentual ao passarem de 0,07%, em julho, para 0,38%, em agosto. No ano, a mão-de-obra subiu para 8,95%, enquanto os materiais registraram 0,66%. Os acumulados em doze meses foram: 10,54% (mão-de-obra) e 1,41%(materiais).

Região Centro-Oeste registra maior variação mensal: 3,08%

A maior variação regional em agosto foi a da região Centro-Oeste, com alta de 3,08%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,54% (Norte), 0,08% (Sudeste), 1,92% (Sul) e 0,32% (Nordeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 852,49 (Norte); R$ 791,02 (Nordeste); R$ 879,65(Sudeste); R$ 860,50 (Sul) e R$ 858,83 (Centro-Oeste).

Com relação aos acumulados, a Região Sul se destacou por apresentar a maior variação no ano (7,07%) e a mais alta nos últimos 12 meses (7,80%).

Variação de 5,17% destaca Mato Grosso entre as Unidades da Federação

Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Mato Grosso registrou forte variação mensal: 5,17%. Destacaram-se, também, com variações mensais influenciadas por reajustes salariais: Acre (4,67%), Amazonas (2,75%), Paraíba (5,01%), Paraná (3,50%) e Goiás (4,88%).