Dados chineses devem elevar bolsas mundiais 

As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar avanços neste início de semana estimuladas pelos resultados fracos das sondagens industriais na China, anunciados no final de semana, que alimentam especulações no mercado sobre mais incentivos do governo. Enquanto isso, na Europa, as bolsas operam em campo positivo.

Com isso, o índice de gestores de compras (PMI) da China, que mede a atividade industrial, caiu de 50,1 em julho a 49,2 em agosto, informaram a Federação Chinesa de Logística e Compras (CFLP) e a Agência Nacional de Estatísticas.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta no primeiro pregão da semana, estimuladas pelas declarações feitas na última sexta-feira pelo presidente do Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, sinalizando que a preocupação com os altos níveis de desemprego nos EUA justificaria uma terceira rodada de compra de ativos por parte do Fed. Com isso, a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de segunda-feira em baixa, pela terceira sessão seguida. O índice Nikkei perdeu 0,63%, aos 8.783,89 pontos.

No cenário europeu, as bolsas operam em alta puxadas pelas notícias da China. Contudo, na agenda, a segunda estimativa do índice PMI da indústria de transformação de agosto da Área do Euro foi levemente revisada para baixo em relação à primeira divulgação, de 45,3 para 45,1 pontos. “Esta leitura continuou refletindo um crescimento moderado a partir do PMI de julho que chegou a 44 pontos, lembrando que os últimos cinco meses o PMI industrial ficou praticamente estável”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Há pouco, o CAC-40, de Paris, operava com ganhos de 0,77%, aos 3.439 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,50%, aos 7.005 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, tinha alta de 0,72% aos 5.752 pontos.

Em Wall Street, o feriado nacional do dia do trabalhador nos EUA deverá impor certa redução da liquidez para os mercados globais neste primeiro dia da semana.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o mercado externo. “Para a bolsa brasileira, esperamos alta modesta”, afirmou Barros.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 31 de agosto de 2012 apresentou variação de 0,44%, 0,10 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 3,52%, no ano, e 5,69%, nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além disso, o Banco Central (BC) divulgou o boletim Focus, que medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2013 permaneceu em 4,00%. Já para este ano, o prognóstico do PIB passou de 1,73% para 1,64%.

Já a estimativa de inflação deste ano (IPCA) passou de 5,19% para 5,20%. Já para 2013, passou de 5,50% para 5,51%. E a expectativa para o crescimento da produção industrial neste ano passou de -1,55% para -1,78%. Para o ano seguinte, a expectativa permaneceu estável em 4,50%.

Para Barro, no mercado de câmbio, as principais moedas do mundo devem perder valor em relação ao dólar. “Com isso, o real deverá seguir esta tendência”, finalizou.