IGP-10 acelera 1,59% em agosto

A taxa acumulada no ano é de 5,49%

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 1,59%, em agosto. A taxa apurada em julho foi de 0,96%. Em agosto de 2011, a variação foi de 0,20%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 7,50%. A taxa acumulada no ano é de 5,49%. O IGP-10 é calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 2,21%, em agosto. Em julho, a variação foi de 1,24%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,68%, em agosto, ante 0,84%, em julho. Contribuiu para esta desaceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 4,92% para 1,12%. 

O índice relativo a Bens Finais, calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,54%. No mês anterior, apresentou variação de 0,13%. O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 1,11%. No mês anterior, a taxa havia sido de 1,36%. Quatro dos cinco subgrupos apresentaram desaceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,53% para 0,81%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 0,62%. No mês anterior, foi registrada variação de 1,32%. 

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de 5,39%. Em julho, a taxa foi de 1,55%. Contribuíram para a aceleração do grupo os itens: milho (em grão) (0,59% para 22,17%), soja (em grão) (10,17% para 15,62%) e café (em grão) (-3,77% para 9,25%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens: minério de ferro (1,94% para -1,52%), bovinos (0,11% para -1,33%) e minério de alumínio (3,71% para -0,96%). 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,29%, em agosto, ante 0,19%, em julho. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. O principal destaque para este movimento partiu do grupo Alimentação (0,85% para 1,11%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa de variação passou de 9,81% para 17,93%. Também foram computados acréscimos nas taxas de variação dos grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,17% para 0,54%), Despesas Diversas (0,11% para 0,42%), Comunicação (0,06% para 0,26%), Transportes (-0,51% para -0,44%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,34% para 0,39%) e Habitação (0,13% para 0,15%). 

Nestas classes de despesa, os itens que mais influenciaram foram: excursão e tour (0,13% para 2,75%), cigarros (-0,79% para -0,02%), tarifa de telefone residencial (0,21% para 0,77%), automóvel novo (-2,46% para -0,69%), medicamentos em geral (0,13% para 0,21%) e móveis para residência (-0,52% para 0,64%), respectivamente. 

Em contrapartida, apenas o grupo Vestuário (-0,18% para -0,78%) registrou decréscimo em sua taxa de variação. A maior contribuição para este movimento partiu do item roupas, que registrou queda de 1,03%, ante -0,44% na última apuração. 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em agosto, taxa de variação de 0,49%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,84%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,50%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,52%, em agosto. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice variou 1,17%.