Ibovespa sobe com dados favoráveis do varejo

O principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, opera em leve alta, estimulado pelos dados das Vendas no Varejo que vieram acima das expectativas. Há pouco, o Ibovespa avançava de 1,11%, aos 58.833 pontos, com giro financeiro de R$ 2.164 bilhões.

De acordo com o relatório diário da Lerosa Investimentos, a alta no índice nacional também é reflexo do lançamento do Programa de Investimentos em Logística pelo governo, que prevê investimentos de R$ 133 bilhões em rodovias e ferrovias ao longo de vinte e cinco anos no Brasil. 

Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em queda nesta quinta-feira, puxadas pelo anúncio de que os investimentos estrangeiros no país em julho recuaram para o menor nível em dois anos, o que ofuscou os comentários do primeiro ministro Wen Jiabao sobre a possibilidade de afrouxamento monetário adicional.

No Velho continente as bolsas operam em leve alta, assimilando os dados da agenda do continente, que apresentou um bom índice nas Vendas no Varejo na Inglaterra. Há pouco, o índice FTSE-100, de Londres, caía 0,16%, aos 5.823,54 pontos. O CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,11%, aos 3.445,47 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,12%, aos 6.955,36 pontos.

Na agenda econômica, destaque para a inflação na Eurozona, que permaneceu estável em julho a 2,4% em ritmo anual, confirmou a agência europeia de estatísticas, Eurostat.

Já as vendas no varejo no Reino Unido subiram 0,3% em julho, sem comparação com o mês anterior, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas britânico (ONS, na sigla em inglês). O aumento do índice não pode ser atribuído aos Jogos Olímpicos, já que varejistas da região informaram que o evento não teve impacto nas vendas totais. O índice surpreendeu os analistas, que esperavam uma estagnação ou até mesmo um recuo de 0,1%. Em junho o índice marcou alta de 0,8%(dado revisado).

Em Wall Street, as bolsas conseguem manter uma leve alta, mesmo com dados desfavoráveis publicados na agenda econômica do país.

O número de novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos subiu em 2 mil na semana encerrada em 11 de agosto, segundo o Departamento do Trabalho do país. Os pedidos passaram de 364 mil (dado revisado) reportados na semana anterior para 366 mil no período pesquisado.

Já as construções de novas residências no país recuaram 1,1% em julho na comparação mensal, para uma taxa anualizada de 746 mil unidades, depois da alta de 6,8% em junho, informou hoje o Departamento do Comércio. A projeção era de queda de 0,5%.

Por fim, a medição da atividade industrial na região da Filadélfia apresentou melhora no mês de agosto, embora ainda esteja em contração, e subiu para -7,1 pontos, segundo o Federal Reserve Bank da Filadélfia. Em julho, o índice marcou -12,9 pontos.

Na agenda brasileira o destaque foi para o comércio varejista brasileiro, que em junho registrou crescimento de 1,5% no volume de vendas e 1,9% na receita nominal, em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Para o volume de vendas, tal resultado reverte o sinal negativo observado em maio, e para a receita nominal de vendas, representa o quarto mês consecutivo de taxas positivas.

Também na agenda esteve o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que variou 1,59%, em agosto. A taxa apurada em julho foi de 0,96%. Em agosto de 2011, a variação foi de 0,20%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 7,50%.

Já o IPC-S, de 15 de agosto de 2012, apresentou variação de 0,39%, 0,01 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Por fim, agora há pouco foi divulgada a confiança do empresário, que cresceu 1,2 ponto em agosto sobre o mês anterior, atingindo 54,5 pontos. Lembrando que valores acima de 50 pontos indicam expectativa otimista no setor.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Brookfield (ON) que avançavam 6,57% e a Gafisa (ON) que apresentavam alta de 5,22%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da DURATEX (ON), que recuavam 1,44% e a ULTRAPAR (ON) que apresentavam revés de 1,35%.