Dados dos EUA devem influenciar pregão 

As principais bolsas de valores mundiais só devem definir uma tendência, seja para ganhos ou perdas, após a divulgação da produção industrial dos Estados Unidos. Enquanto isso, as bolsas europeias e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em queda.

Na Ásia, as bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, puxadas pela divulgação de balanços fracos do segundo trimestre e pela percepção dos analistas de que a economia chinesa se encontra em processo de desaceleração. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quarta-feira em leve baixa de 0,05%. O índice Nikkei perdeu 4,84 pontos, a 8.925,04 unidades.

No ambiente europeu, as bolsas operam em queda à espera dos dados sobre a produção industrial nos EUA. Com isso, em Londres, o índice FTSE 100 opera com perdas de 0,50% aos 5.835 pontos, o DAX, em Frankfurt, apresenta queda de 0,67% aos 6.927 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 desvaloriza 0,20% aos 3.443 pontos.

Sem uma agenda econômica de destaque, os balanços corporativos e as informações sobre a Grécia devem predominar no pregão.  Por lá, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, pedirá a revisão do plano de austeridade imposto à Grécia.  Samaras planeja sugerir que os cortes com o gasto público ocorram ao longo de um período de quatro anos e não de dois, revela um documento ao qual o jornal britânico Financial Times teve acesso.

Na agenda europeia foi divulgado que a taxa de desemprego britânico no segundo trimestre de 2012, até o mês de junho, caiu 8% em relação ao trimestre anterior, segundo dados do ONS, o Escritório de Estatísticas Nacionais. O número total de desempregados caiu em 46 mil no trimestre e chegou a 2,56 milhões.

Já em Wall Street, o indicador futuro da bolsa norte-americana aponta para abertura em terreno negativo, com volume de negócios bastante reduzido, à espera dos dados sobre produção industrial nos Estados Unidos, cuja divulgação acontece ainda nesta manhã.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o mercado externo. Além disso, os pacotes de investimentos que serão anunciados pela Presidente Dilma Rousseff e o vencimento de opções devem influenciar o índice brasileiro.

Sem uma agenda de destaque, os balanços corporativos devem ganhar forças no mercado brasileiro. Com isso, a OGX, uma empresa de óleo e gás do Grupo EBX, encerrou o primeiro semestre de 2012 com um resultado líquido negativo de R$ 543 milhões, grande parte sem impacto no caixa da Companhia, decorrente principalmente de: despesa financeira líquida de R$ 356 milhões, associada, sobretudo, a despesa de variação cambial não realizada; despesa de efeito contábil de R$ 165 milhões referente a poços secos ou subcomerciais.

Além disso, os agentes aguardam os balanços das seguintes empresas: CNS, Rossi, JHSF e Brookfield.

Para finalizar, no mercado de câmbio, as moedas internacionais devem perder valor em relação ao dólar e o real deve apresentar estabilidade.