Indicadores da China e EUA devem influenciar pregão 

Investidores mundiais devem operar avaliando os dados econômicos da China e Estados Unidos. Além disso, a expectativa em torno dos Bancos Centrais que devem adotar medidas econômicas prevalece. Enquanto isso, as bolsas europeias operam em campo negativo e o indicador futuro das bolsas norte-americanas opera em direções opostas.

Na Ásia, as bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, após a divulgação de dados de atividade e inflação na China, ligeiramente mais fracos do que o esperado, o que alimentou a expectativa de adoção de mais estímulos econômicos por parte do governo chinês. “Na nossa leitura, entretanto, o governo do país não deve mudar o ritmo de suas ações e essa aposta pode frustrar mercado mais adiante”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Com isso, a inflação anual da China subiu 1,8% em julho com relação ao mesmo mês de 2011, informou nesta quinta-feira o Birô Nacional de Estatísticas. E a produção industrial no país aumentou 9,2% interanual no mês de julho, ou seja, levemente menos do que em junho (9,5%), informou nesta quinta-feira o governo.

Diante deste cenário, na Europa, as bolsas abriram em alta, mas já operavam em terreno negativo por conta de fracos resultados das companhias e incertezas regionais ofuscando a aposta em China.

Contribuindo para o movimento negativo, a OCDE observa uma desaceleração persistente da atividade na maioria das grandes economias mundiais, em particular na Itália, anunciou nesta quinta-feira a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os indicadores provisórios da OCDE mostram sinais de esgotamento das economias japonesas e americanas e uma desaceleração na China, Rússia e Índia, informa a organização em um comunicado, no qual anuncia também um crescimento moderado na Zona Euro, em particular na Alemanha e França.

Com esse cenário negativo as bolsas europeias apresentavam quedas. Em Londres, o índice FTSE 100 opera com perdas de 0,19% aos 5.835 pontos, o DAX, em Frankfurt, tinha queda de 0,79% aos 6.910  pontos; e em Paris, o índice CAC-40 desvalorizava 0,16% aos 3.432 pontos.

Em Wall Street, o indicador futuro da bolsa norte-americana acompanha o movimento do mercado europeu. Mas, investidores aguardam a divulgação da balança comercial de junho e a publicação dos pedidos iniciais de auxílio desemprego semanal.

Por aqui, o Ibovespa, deverá acompanhar o cenário externo. “Para a bolsa brasileira, esperamos ligeira queda”, afirmou Barros.

Abrindo a agenda de indicadores econômicos brasileiros, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) publicou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), na cidade de São Paulo, que registrou avanços e ficou em 0,16% na primeira prévia de agosto, ante 0,13% registrados na semana anterior.

Entre as divulgações, a quantidade de pessoas que procurou crédito no mês de julho/12 foi 8% superior à verificada em junho/12, de acordo com Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito.

E a sétima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) indica produção da ordem de 163,3 milhões de toneladas, em 2012, 2,0% superior à obtida em 2011 (160,1 milhões de toneladas) e 1,6% maior do que a estimativa de junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para Barros, no mercado de câmbio, as principais moedas mundiais perdem valor em relação ao dólar.