Dados da China e EUA contribuem para fechamento misto das bolsas europeias 

As bolsas europeias finalizaram a sessão em direções opostas, com investidores avaliando os dados econômicos da China e Estados Unidos. Além disso, prevalece a expectativa em torno dos Bancos Centrais, que devem adotar medidas econômicas. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou com ganhos de 0,10%, aos 5.851 pontos; o DAX, em Frankfurt, teve queda de 0,02%, aos 6.964 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 valorizou 0,54%, aos 3.456 pontos.

As informações do gigante asiático influenciaram o pregão. Com isso, a inflação anual subiu 1,8% em julho com relação ao mesmo mês de 2011, informou nesta quinta-feira o Birô Nacional de Estatísticas. Em contrapartida, a produção industrial no país aumentou 9,2% interanual no mês de julho, ou seja, levemente menos do que em junho (9,5%), informou nesta quinta-feira o governo.

E contribuindo para um cenário de incertezas, a OCDE observa uma desaceleração persistente da atividade na maioria das grandes economias mundiais, em particular na Itália, anunciou nesta quinta-feira a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os indicadores provisórios da OCDE mostram sinais de esgotamento das economias japonesas e americanas e uma desaceleração na China, Rússia e Índia, informa a organização em um comunicado, no qual anuncia também um crescimento moderado na Zona Euro, em particular na Alemanha e França.

Em Wall Street, as informações da agenda contribuíram para o movimento das bolsas mundiais. Com isso, os novos pedidos de seguro desemprego registraram leve baixa durante a primeira semana de agosto nos Estados Unidos, segundo dados publicados nesta quinta-feira pelo departamento do Trabalho.  O departamento informou que foram apresentados 361.000 pedidos de seguro desemprego em todo o país entre 29 de julho e 4 de agosto, ou seja, 1,6% a menos que na semana precedente.

Além disso, o déficit comercial dos Estados Unidos retrocedeu em junho pelo terceiro mês consecutivo devido a uma redução das importações somado a um aumento das exportações, segundo cifras do departamento do Comércio. A balança negativa se reduziu 10,6% em um mês para ficar nos US$ 42,9 bilhões em dados corrigidos de variações sazonais, enquanto os analistas esperavam um déficit maior, de US$ 47,5 bilhões.