Fora do pódio, Doda compara hipismo a futebol: não há espaço para erros 

O hipismo brasileiro sai de Londres sem medalhas, mas os cavaleiros brasileiros Rodrigo Pessoa e Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, aprovaram suas participações nesta Olimpíada. Eles falharam na final individual, e ficaram, respectivamente, na 11ª e na 22ª posições. Doda ressaltou que o hipismo não dá muito espaço para erros, ao contrário de outros esportes, como futebol, tênis e vôlei.

"Individualmente, Rodrigo e eu fizemos uma boa Olimpíada. Claro que a gente mirava uma medalha, a gente fica decepcionado porque a gente quer ganhar medalha. Mas o problema do nosso esporte é que não é como num jogo de futebol, tênis, em que se pode ir mudando a estratégia, se você não joga bem um período, você consegue recuperar", afirmou.

Rodrigo Pessoa observou que a equipe brasileira deve iniciar imediatamente a preparação para os Jogos Olímpicos do Rio. Para ele, a competição no Brasil aumenta ainda mais a responsabilidade dos atletas numa Olimpíada.

"A gente leva Olimpíada sempre a sério, mas agora em casa, vamos ter que levar mais a sério ainda. Tentar fazer o que a Grã-Bretanha fez aqui, eles estão brigando por medalhas tanto por equipes quanto no individual. Nosso trabalho vai começar já para daqui a quatro anos", comentou.

Sobre a competição de hoje, Doda disse que errou num pequeno detalhe, no percurso final. Se não tivesse derrubado um único obstáculo, o cavaleiro disse acreditar que teria brigado por uma medalha.

"Na falta no segundo percurso, eu ainda dei espaço para o cavalo. Mas sem colocar culpa nenhuma nele, já que ele saltou bem. Mas faltou um pouquinho de sorte. Depois da primeira falta, passei a não me preocupar com o tempo, porque sabia que não ia mudar muito o resultado", explicou.

Já Rodrigo Pessoa salientou o problema de contusão enfrentado por seu cavalo, Rebozo. O animal ficou parado boa parte do ano passado, e só retomou os treinos este ano. O brasileiro disse que faltou força física para o cavalo na prova final.

"Certamente ele teria condição de brigar melhor, porque com pouco tempo, ele mostrou que tem muita qualidade. A gente teve que recomeçar o trabalho, mas sempre com o cuidado de não lesioná-lo de novo. Talvez a gente tenha segurado os treinos, mas ele estava sem energia para fazer a segunda passagem, ele se rendeu um pouquinho".