Ações valorizam e Ibovespa encerra em forte alta 

O principal mercado acionário brasileiro encerrou com forte valorização após a recuperação das ações da Vale e Petrobras. O pregão operou em alta durante todo o dia, mas a desvalorização das ações de grande peso no mercado nacional impediam uma alta maior, o que ocorreu no final da tarde. Sendo assim, o Ibovespa apresentou ganhos de 2,65%, aos 54.002 pontos, com giro financeiro de R$ 6.784 bilhões.

De acordo com Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, os dados econômicos favoráveis dos EUA e a declaração do Banco Central Europeu impulsionaram o pregão desde o início, mas a desvalorização das ações da Vale, que divulgou ontem seu balanço corporativo do segundo semestre com um lucro 58,7% menor do que no mesmo período do ano passado, não deixavam o índice valorizar mais. No final do dia as ações recuperaram seu valor e o pregão deslanchou, encerrando em forte alta.

No Velho continente as bolsas encerraram em alta, sentindo os reflexos do discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que prometeu fazer o que for necessário para proteger a Zona do Euro e sua moeda de um colapso, incluindo combater custos de empréstimos governamentais.

Segundo noticiários, o governo grego fechou um novo pacote de cortes de € 11,6 bilhões para os orçamentos de 2013 e 2014, com o objetivo de cumprir as reformas estruturais prometidas aos credores, informou uma fonte do ministério das Finanças.

O Tesouro italiano captou nesta quinta-feira € 2,5 bilhões em uma emissão de títulos a dois anos. Os bônus, com vencimento em 2014, registraram juros de 4,86%, contra 4,712% na última emissão similar, em 26 de junho.

Na agenda doméstica do continente foi divulgado o índice de confiança do consumidor da Alemanha, que deve avançar em agosto, de acordo com projeções divulgadas hoje pelo Instituto GfK. O indicador deve ficar em 5,9 pontos no mês que vem, resultado superior ao valor registrado em julho, que marcou 5,8 pontos.

Em Wall Street os mercados operaram otimistas com os índices econômicos divulgados pela manhã no país e também com boas perspectivas vindas da Europa.

Na agenda Doméstica foram divulgadas as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, que tiveram um aumento de 1,6% em junho na comparação com maio, para o nível sazonalmente ajustado de US$ 221,63 bilhões, segundo o Departamento de Comércio do país. O dado de maio foi revisado em alta, para US$ 218,20 bilhões, um aumento também de 1,6% se comparado a abril.

Já os novos pedidos de seguro-desemprego apresentaram forte queda nos Estados Unidos durante a terceira semana de julho, de acordo com cifras publicadas nesta quinta-feira pelo Departamento de Trabalho. Cerca de 353.000 solicitações foram apresentadas em todo o país entre 14 e 21 de julho, 8,5% menos que na semana anterior, enquanto que os analistas esperavam uma média de 381.000 novos desempregados.

Seguindo o cenário internacional, o Ibovespa finalizou o pregão com forte valorização de 2,65%.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, está o Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), que registrou em julho taxa de variação de 0,85%, abaixo do resultado do mês anterior (1,31%), segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).No ano, o índice acumula variação de 5,87% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,31%.

Já a taxa de desemprego se mostrou estável em junho de 2012, nas Regiões Metropolitanas de Recife (6,3%), Salvador (7,9%), São Paulo (6,5%) e Porto Alegre (4,0%). Em Belo Horizonte (4,5%) houve redução desse indicador em 0,6 ponto percentual.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da BROOKFIELD (ON) que avançavam 8,15% e a FIBRIA (ON) que apresentavam alta de 8,03%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da CIELO (ON), que recuavam 2,46% e a DASA (ON) que apresentavam revés de 1,90%.