Indicadores e preocupação com Europa devem ditar ritmo aos mercados 

As bolsas não devem definir tendência em meio a indicadores econômicos e preocupações com a Europa.

Na Ásia, a bolsa japonesa fechou em relativa estabilidade nesta terça-feira, enquanto as bolsas da China observaram alta moderada, influenciadas pela prévia do indicador de atividade manufatureira que sustenta a expectativa de gradual retomada da economia no país. No fim do dia, o índice Nikkei dos 225 principais valores perdia 20,23, a 8.488,09 pontos, seu nível mais baixo em seis semanas, em um mercado pouco ativo.

O resultado preliminar do índice PMI de julho deu sinais mais favoráveis, sustentando a expectativa de gradual retomada da economia chinesa nesta segunda metade do ano, após avançar 7,6% no segundo trimestre. Chegando à marca de 49,5 pontos ante 48,2 pontos verificados em junho, o índice mostrou a melhor leitura desde fevereiro de 2012, apesar de se encontrar ainda abaixo dos 50 pontos neutros. “ A expansão mostrada pelo resultado do índice PMI em julho reforça expectativa de retomada da economia do país nos próximos meses”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos  do Bradesco.

Na Europa, as bolsas operam sem tendência única nesta manhã, com Inglaterra, França e Alemanha estáveis, em contraste com Itália e Espanha, que oscilam em terreno negativo, em meio à divulgação de um PMI regional preliminar ainda fraco e ao rebaixamento da avaliação de crédito de Alemanha, Holanda e Luxemburgo por uma agência internacional.

Com isso, a prévia do índice PMI composto  da Zona do Euro manteve-se inalterada em julho em relação ao nível de junho, em 46,4 pontos, praticamente  o mesmo nível das leituras de abril e maio. “Resultado ainda fraco do PMI de julho sugere que PIB da região entrou no terceiro trimestre em declínio”, afirmou.

Na abertura por país, o PMI composto alemão caiu para 47,3 pontos, sendo que nos serviços, saiu de 49,9 em junho para  49,7, e, na indústria o PMI caiu quase 2 pontos, de 45 para 43,3. Em contraste, o PMI francês composto subiu 0,7 pontos para 48,0 (o PMI de serviços subiu para 50,2 pontos e o de manufaturas, por outro lado, caiu de 45,2 para 43,6 pontos).

Além disso, ontem após o fechamento dos mercados, a Moody's colocou as economias de Alemanha, Holanda e Luxemburgo sob vigilância negativa, o primeiro passo para um possível rebaixamento da nota de avaliação de crédito.

No Velho Continente, os investidores também aguardam o resultado da visita da delegação de credores para negociações de seus compromissos, em meio a especulações de que o FMI poderia interromper sua ajuda a Atenas.

Com isso, em Londres, o índice FTSE 100 opera com perdas de 0,08% aos 5.529 pontos, o DAX, em Frankfurt, tinha queda de 0,20% aos 6.406 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 desvalorizava 0,05% aos 3.100 pontos.

Em Wall Street, os agentes devem operar de olho no mercado europeu e também aguardam a divulgação da atividade do Fed de Richmond e o índice de preços de imóveis, ambos serão publicados ainda esta manhã.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com o mercado externo.

Na agenda brasileira, os investidores aguardam a divulgação do Setor Externo de junho que deverá sair às 10h30.

Para Barros, no mercado de câmbio, dólar deve se valorizar contra maior parte das demais moedas, embora as variações sejam de magnitude modesta, o que nos leva a esperar pouca oscilação para o real.