Bolsas dos EUA retraem com possibilidade de nova quebra na Europa 

Sentindo o reflexo das notícias sobre uma nova crise na Zona do Euro, bolsas encerram em queda. Possibilidade do resgate integral para a Espanha e possibilidade de saída da Grécia do Eurogrupo desanimaram o mercado. Desta forma, o índice Dow Jones fechou com queda de 0,82% aos 12.617 pontos; o S&P 500 decaiu 0,90% a 1.338 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq desvalorizou 0,94% aos 2.862 pontos.

De acordo com Marcio Cardoso, Sócio Diretor da Título Corretora de Valores, as bolsas tendem a se manter em baixa até o cenário europeu se tornar mais claro e conseguir passar confiança aos investidores. No momento não há investimentos a longo prazo para sustentar os mercados, que se tonam voláteis com a entrada e saída de capital.

No Velho continente as bolsas encerraram em queda devido à insegurança dos investidores com a crise econômica que se anuncia.

A Espanha conseguiu nesta terça-feira emitir bônus a 3 e 6 meses por 3,05 bilhões de euros, mas para isso precisou voltar a oferecer juros em alta, diante do receio dos mercados sobre a solvência deste país da Eurozona, segundo a agência de notícias AFP. A captação a três meses saltou de 2,362% para 2,434% e a de seis meses de 3,237% a 3,691% em relação às últimas emissões similares.

A agenda econômica veio recheada no continente, porém, com a crise os dados ficaram em segundo plano em nível de importância. Foi divulgado o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha recuou a 43,3 pontos em julho, após ter registrado 45,0 pontos no mês imediatamente anterior, segundo informações preliminares divulgadas hoje pelo Instituto de pesquisas Markit Economics.

Já o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços alemão recuou a 49,7 pontos em julho, após ter registrado 49,9 pontos no mês imediatamente anterior. As informações preliminares foram divulgadas hoje pelo Instituto de pesquisas Markit Economics.

Na Zona do Euro, o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, ficou estável em julho, permanecendo em 46,4 pontos, segundo dados preliminares divulgados pelo instituto Markit Economics.

No setor manufatureiro, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos países que compõem a zona do euro recuou para 44,1 pontos no mês de julho, segundo informações preliminares divulgadas hoje pelo instituto de pesquisas Markit Economics.

Por fim, o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços nos 17 países que compõem a zona do euro registrou leve alta em julho deste ano, ao passar dos 47,1 pontos, para 47,6 pontos, segundo informações preliminares do instituto de pesquisas econômicas, Markit Economics.

Em Wall Street as bolsas também terminaram com desvalorização, focadas no cenário Europeu.

Na agenda econômica foi divulgado o índice de preços de imóveis residenciais dos Estados Unidos, que subiu 0,8% em maio na comparação com o mês anterior (0,7%), segundo a Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA, na sigla em inglês). Em relação ao mesmo período do ano anterior o índice avançou 3,7%.