Redução dos juros é criticada por representantes

O corte na taxa básico de juros, anunciado na última quarta-feira (11) pelo Comitê de Política Monetária (Copom/BC), levou a Selic ao seu menor patamar histórico de 8%. 

Apesar de estar no nível mais baixo de sua história, representantes do mercado esperavam uma redução ainda mais radical dos juros. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou na quarta-feira que espera que a Selic encerre 2012 em 7,5% ao ano.

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) achou o corte "tímido". “A queda de juros é benéfica para o Brasil, portanto, essa cautela excessiva adotada pelo BC não é necessária”, afirma.

Poupança

Com a redução, os rendimentos das cadernetas de poupança serão modificados. A partir de quinta-feira, os depósitos serão corrigidos por valor de 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Neste caso, com a Selic a 8%, a remuneração ao ano é de 5,6% ao ano. 

Os depósitos feitos antes de 4 de maio seguem com o rendimento antigo, já que a medida provisória que determinou a mudança foi assinada no dia 3 de maio pela presidente Dilma Roussef. 

O juro real (taxa básica descontada a inflação projetada nos próximos 12 meses) do país ainda é terceiro maior do mundo, de acordo com um estudo da Cruzeiro do Sul Corretora. Com a Selic em 8% ao ano, o juro real do Brasil é de 2,3% aa, atrás apenas da China, com 3,7% ao ano e da Rússia, com 3,5%. No quarto lugar está o Chile (2,2%), seguido por Colômbia (2%) e Austrália (1,9%).

Com Portal Terra