Bovespa encerra quarto pregão consecutivo em queda

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão desta quinta-feira (12) em queda de 0,28%, aos 53,414 pontos, chegando a sua quarta sessão consecutiva de baixa. O desempenho foi impulsionado pelo cenário externo negativo de Estados Unidos, Europa e China. O volume negociado foi de R$ 5,55 bilhões.  

As bolsas refletiram, em grande parte, a expectativa pessimista sobre o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) chinês para o segundo semestre deste ano, que deve acontecer na noite desta quinta-feira (manhã de sexta-feira no Oriente). Os analistas projetam que o país seguirá mostrando sinais de desaceleração econômica, especialmente após o governo ter cortado a taxa básica de juros para 6% ao ano na semana passada.

Nos EUA, os mercados fecharam no vermelho após o Banco Central americano (FED) ter descartado novas rodadas de estímulo ao crescimento econômico. Na Europa, apesar de os dados do mercado de trabalho divulgados serem acima do esperado por analistas, as bolsas fecharam em queda por conta das notícias negativas dos EUA.

Segundo Pedro Paulo Silveira, da TOV corretora, a bolsa "está no zero", seguindo as tendências globais. Silveira explicou que a redução, para 8%, da taxa básica de juros (Selic), decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira (11), não influenciou a bolsa brasileira. Na sua visão, os investidores reagiram negativamente aos dados vindos da Ásia. 

"Lá fora, foi melhorando. Aqui, foi indo atrás. O Copom não influenciou em nada. O que estava fazendo isso (queda no início do pregão) acontecer era um sentimento muito ruim, que começou na Ásia. O Banco Central do Japão não quis aumentar o nível de liquidez, frustrou os investidores, e houve queda generalizada na Europa", disse Silveira.

Ibovespa

No mercado nacional, as ações da Petrobras, da Vale e da OGX Petróleo, maiores integrantes do índice, encerraram com sinais mistos. Os ativos preferenciais e ordinários da mineradora recuaram 0,39% e 0,43%, enquanto os da petrolífera de Eike Batista caíram 4,57%. Já os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras subiram 0,22% e 0,42%, respectivamente.   

O destaque negativo da sessão ficou para os papéis ordinários da empresa de telefonia TIM, após o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ter dito que a companhia poderá ter a venda de seus serviços suspensos caso não solucione os problemas de qualidade detectados pelos consumidores. Como efeito, suas ações recuaram 7,46%.  

No mesmo sentido, os ativos da construtora Rossi Residencial tiveram queda de 6,99%, seguidos da mineradora do bilionário Eike batista MMX, cujas ações caíram 4,59%. Completando as cinco maiores perdas do dia, os papéis preferenciais da Brasken tiveram baixa de 2,58%.  

Na outra ponta do índice, os ativos ordinários e preferenciais da Usiminas lideraram os ganhos do pregão, com valorização de 5,34% e 4,26%, respectivamente. Completaram as altas da sessão, as ações da companhia aérea Gol, da empresa de telefonia Oi e da varejista B2W.