Itaú Unibanco fecha associação com o BMG para crédito consignado

O Itaú Unibanco acertou nesta terça-feira (10) uma nova sociedade com o banco BMG para oferta, distribuição e comercialização de créditos consignados. A instituição chamada de Banco Itaú BMG Consignado formada por ambas terá R$ 1 bilhão em ativos iniciais, 70% vindo do Itaú Unibanco e 30% provenientes do BMG, mesma divisão das ações. 

O Itaú vai financiar à nova instituição por um prazo de cinco anos até R$ 300 milhões por mês para a geração de operações de crédito consignado dentro da rede de distribuição do BMG. 

De acordo com Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, as operações de crédito consignado feitas por meio das agências para os clientes do Itaú Unibanco, estão se expandindo no mercado bancários. 

"Esta é mais uma prova da confiança que temos no desenvolvimento do País nos próximos anos e no consequente aumento do crédito sustentável, que ganha mais espaço à medida que a taxa de juros Selic vá caindo. Especialmente nesta modalidade de crédito consignado, na qual acreditamos que o crescimento será substancial. Somando a nossa carteira própria com esta da nova empresa que estamos criando com o BMG, esperamos conquistar a liderança neste mercado e nos próximos dois anos atingir o volume de aproximadamente R$ 12 bilhões", comenta em nota. 

Os cargos mais importantes da nova associação serão indicados pelo Itaú Unibanco, que escolherá a maioria dos membros do Conselho de Administração, além de ter o direito de indicar e aprovar todos os seus diretores, inclusive, o Diretor Presidente. Os diretores responsáveis pelas áreas comerciais, operações e cobrança, serão indicados pelo BMG, mas com a necessidade de ratificação do Itaú Unibanco. 

A liderança do setor de empréstimos consignado é do Banco do Brasil, com R$ 52,6 bilhões. O Itaú Unibanco tinha o valor de R$ 11 bilhões. Já o BMG, possuía R$ 28,7 bilhões. A fatia do mercado correspondente ao Bradesco é de R$ 18,4 bilhões e o Santander, R$ 12,8 bilhões.

A intenção é concretização da operação em 90 dias, com o cumprimento de condições  precedentes, contratos e aprovações das agências regulatórias.  

"Esta operação é mais um passo no sentido de consolidar nossa estratégia de operar com ativos de menor risco e menor spread, com rentabilidade atraente. Com ela, reafirmamos também nosso compromisso com o mercado brasileiro e com a criação de valor a longo prazo para os nossos milhares de acionistas", finaliza Setubal.