Emprego na indústria tem recuo mensal pela terceira vez consecutiva

A queda do setor foi de 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2011 

As medidas recentes anunciadas pelo governo para impulsionar o setor industrial ainda não surtiram efeitos. Pelo menos nas contratações, mostra o IBGE, que divulgou balanço dos empregos na indústria em maio. O recuo do setor foi de 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2011. Esta é a oitava queda consecutiva desde dezembro de 2009. A redução em relação a abril foi de 0,3%, o terceiro resultado negativo seguido.

Houve ainda redução do contingente de trabalhadores do setor em 12 das 14 áreas pesquisadas na comparação com 2011. A maior queda registrada foi em São Paulo de 3,2%. No Rio, houve recuo de 0,8%. Os únicos dois estados com resultados positivos foram Paraná e Minas Gerais.

No ano, o emprego industrial já acumula queda de 1,1% na comparação com igual período do ano anterior. Já a perda acumulada nos últimos 12 meses é de 0,3%. A contração da folha de pagamento real também foi acentuada, apresentando em maio uma queda de 2,5% na comparação com o mês anterior, a maior desde dezembro de 2010, quando atingiu negativo em 3%. Esta também foi a terceira queda consecutiva. 

O número de horas pagas caiu 0,6% na passagem de abril para maio, a terceira queda consecutiva. Na comparação com o ano anterior, o número de horas pagas recuou 2,8%, o nono seguido e o mais intenso desde novembro de 2009, quando caiu 3,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, o número de horas pagas mostrou queda de 1,1% em maio.

Aspectos positivos

Alguns números indicam um certo otimismo do setor para o próximo semestre. Em relação a 2011, houve aumento de 1,1% na folha de pagamento. O avanço acumulado já é de 3,8% no ano, e as taxas positivas estão em 13 dos 14 locais investigados. 

Os principais destaques foram Minas Gerais, que registrou alta de 8,3% e Paraná com aumento de 10,8%. As regiões foram sustentados, segundo informa o IBGE, pelos ganhos nos setores extrativos e de meios de transporte.