Inflação do aluguel desacelera em junho

IGP-M ficou em 0,66%, contra 1,02% em maio

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,66%, em junho. Em maio, o índice ficou 1,02%. Em junho de 2011, a variação foi de -0,18%. Em 12 meses, o IGP-M variou 5,14%. A taxa acumulada no ano é de 3,19%. 

O IGP-M é calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência e é utilizado para reajuste dos aluguéis. 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,74%. No mês anterior, a taxa foi de 1,17%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,19%, em junho. Em maio, este grupo de produtos mostrou variação de 0,57%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 1,09% para -0,11%. 

Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais registrou variação de -0,14%. Em maio, a taxa foi de 0,70%. 

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 1,20%. Em maio, a taxa foi de 1,59%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,94% para 1,37%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,30%, ante 1,70%, em maio. No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 0,76%, em junho. Em maio, o índice registrou variação de 1,32%. Os principais responsáveis pela desaceleração do grupo foram os itens: soja (em grão) (10,05% para 4,30%), leite in natura (1,24% para -0,64%) e café (em grão) (0,16% para -2,00%). Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: milho (em grão) (-7,85% para -3,95%), mandioca (aipim) (-1,70% para 3,10%) e cana-de-açúcar (-0,50% para 0,02%). 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,17%, em junho, ante 0,49%, em maio. A principal contribuição para o decréscimo da taxa do índice partiu do grupo Transportes (0,13% para -0,78%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item automóvel novo, cuja taxa de variação passou de -0,21% para -4,10%. Também foram computados decréscimos nas taxas de variação de outras quatro classes de despesa: Habitação (0,48% para 0,17%), Despesas Diversas (3,87% para 1,71%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,88% para 0,45%) e Educação, Leitura e Recreação (0,18% para -0,07%). Para estas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (1,36% para -0,34%), cigarros (10,08% para 3,82%), medicamentos em geral (1,96% para 0,32%) e cursos não formais (0,75% para 0,68%), respectivamente. Em contrapartida, apresentaram avanços em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (0,47% para 0,61%), Comunicação (-0,27% para -0,03%) e Vestuário (0,41% para 0,44%). Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram: hortaliças e legumes (2,95% para 7,53%), tarifa de telefone residencial (-0,70% para -0,14%) e calçados (0,31% para 0,76%), respectivamente. 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em junho, variação de 1,31%, acima do resultado de maio, de 1,30%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,30%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,35%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 2,28%, em junho. Na apuração referente ao mês anterior, o índice variou 2,22%.