Eleições na Europa contribuem para volatilidade do Ibovespa

Após abrir o pregão em queda, a principal praça acionária brasileira, o Ibovespa, opera em alta assimilando as eleições da França e Grécia. Há pouco, o Ibovespa valorizava 0,08%, aos 60.867 pontos, com giro financeiro de R$ 2.558 bilhões.

De acordo com Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o mercado sentido os resultados das eleições na França e Grécia. “A aversão ao risco se fez presente diante das incertezas que vieram junto com as eleições”, disse.

No ambiente europeu, o destaque ficou por conta da troca de governo na França e para a eleição do novo parlamento na Grécia.

Com isso, na França, o socialista François Hollande foi eleito presidente neste domingo, 6, ao derrotar o atual chefe de Estado, o conservador Nicolas Sarkozy, no segundo turno das eleições francesas.

Já na Grécia, os dois partidos gregos pró-europeus e favoráveis à austeridade, a Nova Democracia (ND, direita) e o Pasok (socialista), conquistaram 149 assentos sobre um total de 300 do Parlamento nas eleições legislativas de domingo, 6, segundo dados publicados nesta segunda-feira pelo ministério do Interior.

Além as eleições, o mercado também avalia a agenda econômica do Velho Continente que não trouxe números favoráveis. Hoje o Instituto Nacional de Estatística da Espanha, divulgou que a produção industrial espanhola acelerou seu ritmo negativo em março, quando registrou um retrocesso de 7,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Em contrapartida, os novos pedidos à indústria na Alemanha avançaram 2,2% no mês de março em comparação com o mês imediatamente anterior. As informações foram divulgadas hoje pelo Ministério da Economia do país.

Sem uma agenda econômica de peso, Wall Street acompanha o movimento externo que opera volátil diante dos resultados das eleições.

Por aqui, o Ibovespa opera com leve alta de 0,08%, em linha com o mercado internacional que opera volátil diante das incertezas que as eleições trouxeram.

Na agenda doméstica, destaque para o boletim Focus. Na medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2013 permaneceu em 4,30%. Já para este ano, o prognóstico do PIB passou de 3,22% para 3,23%.

Já o Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas (FGV) interrompeu o movimento de melhora relativa em abril de 2012. A variação da média trimestral do indicador em relação ao mesmo período do ano anterior foi de -6,8%, em abril, contra os -6,6%, em março.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da V-Agro (ON), que avançavam 8,33% e a Hypermarcas (ON) que apresentavam alta de 5,50%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da CCR (ON), que recuavam 2,83% e a Marfrig (ON) que apresentavam revés de 2,52%.

Liderando as altas, a Hypermarcas obteve crescimento de 13,8% em relação a sua receita líquida no primeiro trimestre de 2012 frente ao 1T11 . Com isso a companhia cresceu 17,4% em farma e 9,2% em consumo. Já o EBITDA Ajustado foi 11% inferior ao 1T11 e 43% superior ao 4T11. Por fim, o lucro líquido foi 24% acima do 1T11 e 46% acima em Operações Continuadas.